Auditoria costuma causar arrepio. Tem gente que imagina uma salinha fechada, cheia de planilhas e gente de dedo em riste procurando erro.

Mas o primeiro episódio especial do AudinCast sobre o tema veio para desmistificar exatamente essa imagem. Neste episódio, Verônica Peres, gerente de auditoria interna do Espro, conduz a conversa com Daniela Moreno, executiva com mais de 25 anos de experiência em auditoria interna e externa. Além disso, o superintendente Alessandro Saade também participa.

Auditoria como GPS, não como fiscal

Logo de início, Daniela trouxe uma imagem que resume bem o papel da área: para ela, “a auditoria pode ser considerada um grande GPS da organização”, já que ajuda a instituição a manter o rumo em direção aos seus objetivos. Segundo Daniela, o trabalho não é apontar culpados. Pelo contrário, é avaliar processos e dar segurança de que o que foi combinado na diretoria realmente acontece na prática.

Por isso, ela defende que a independência da auditoria não pode ser confundida com distância. Ir a campo, ouvir as áreas e entender as dores de quem executa é o que aproxima a auditoria do dia a dia do negócio. Dessa forma, a auditoria transforma um apontamento em consultoria gratuita, e não em ameaça.

Régua alta, guarda baixa

Do lado executivo, Saade trouxe a experiência de conduzir o Espro por uma grande transformação cultural e tecnológica nos últimos anos. Ele descreveu o desafio de mover a instituição de um modelo mental “estatal” para um modelo “startup”, mais dinâmico e tolerante ao erro. Ele resumiu o momento com uma frase direta: “o Espro vai ter que mudar muito para continuar sendo o mesmo”. Assim, o conceito de régua alta e guarda baixa apareceu como um dos pilares dessa cultura. Buscar muito é importante, sabendo que o tropeço faz parte do caminho, desde que a auditoria esteja ali para apontar melhorias.

O desafio da velocidade

A conversa também passou pelo futuro da profissão. Verônica recuperou uma frase marcante ouvida num congresso em 2024, proferida pela palestrante Júlia Angurra e que gerou silêncio na plateia de auditores: “transforme-se agora ou torne-se irrelevante em 2035”. Desse modo, Daniela reforçou que o auditor de hoje precisa entender profundamente o negócio que audita, dominar novas tecnologias e desenvolver soft skills. Caso contrário, há o risco de ficar para trás diante da velocidade das mudanças.

Ficou curioso para ouvir o episódio completo? Assista aqui.

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