Em Minas, Espro ajuda jovens em situação de acolhimento institucional a ingressar no mercado de trabalho

Em Minas, Espro ajuda jovens em situação de acolhimento institucional a ingressar no mercado de trabalho

Em pouco mais de um ano, o Espro (Ensino Social Profissionalizante) ajudou 30 adolescentes e jovens de 14 a 21 anos de idade, encaminhados pelo Serviço de Acolhimento Institucional ou de Medidas Socioeducativas de Belo Horizonte, a obter a primeira experiência no mercado de trabalho formal. Essas admissões foram fruto de parceria com o Descubra! – Programa de Incentivo à Aprendizagem de Minas Gerais.

Instituído pelo Termo de Cooperação Técnica (TCT) no 082/2019, o Descubra! procura criar oportunidades para a inserção no mundo de trabalho de adolescentes e jovens em situação de acolhimento institucional ou resgatados de situação de trabalho infantil, que cumprem ou são egressos de medidas socioeducativas. O TCT foi assinado por 9 órgãos públicos, dentre eles o Governo Federal, Ministério Público do Estado de Minas Gerais e a Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de Belo Horizonte.

Desde o seu ingresso no Programa, em novembro de 2020, o Espro apoiou as admissões de 23 jovens por meio da Lei do Jovem Aprendiz e de 7 pelo projeto Formação para o Mundo do Trabalho (FMT). Além da capacitação profissional, os jovens têm acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com o objetivo de promover o desenvolvimento emocional e social.

Afora os cursos, o Espro realizou dois tipos de atendimento social para os jovens do Descubra!: “O primeiro deles na forma de oficinas de convivência desenvolvidas por assistentes sociais, com temáticas que abordam a realidade do jovem e questões relacionadas ao convívio familiar, social e profissional, estimulando a sua participação ativa como responsável na vida política da comunidade” afirma Shirlene Oliveira, Gerente do Espro para Minas Gerais, Brasília e Goiânia. Neste formato, os 30 jovens do Programa Descubra atendidos pelo Espro aderiram aos 86 encontros das oficinas de convivência.

A outra modalidade de atendimento, situa Shirlene, foi constituída por sessões que ofereceram aos 30 jovens uma escuta qualificada individual, sob demanda, visando à coleta de informações para uma possível intervenção de assistência social, psicológica ou da equipe de desenvolvimento profissional. “Ao todo, foram realizados 153 atendimentos individuais – cinco atendimentos em média para cada jovem – como intervenções sociofamiliares, visitas técnicas e domiciliares e orientações profissionais”, detalha a gerente regional do Espro.