CONARH 2026: o que fica depois da feira

O maior evento de RH da América Latina chegou ao fim, e o Espro viveu intensamente cada um dos três dias no São Paulo Expo. Entre conversas no Espro, palestras cheias e uma ativação de sorvete artesanal que virou a queridinha do público, os números confirmam: valeu cada minuto.

  • + 7 mil visitantes passaram pelo nosso estande
  • + 500 pessoas participaram da grade de palestras
  • + 5 mil sorvetes artesanais  distribuídos

Os números do Espro no CONARH 2026

Por trás de cada número, uma conversa, uma troca, uma conexão entre empresas e o propósito que move o Espro: transformar o primeiro emprego em ferramenta de inclusão social.

Arena Espro RH pra Você: um espaço inédito de conteúdo

Em parceria com o Grupo TopRh, por meio do canal RH pra Você, o Espro levou algo inédito para o estande este ano: um espaço de conteúdo vibrante, acolhedor e dedicado ao aprendizado, à atualização e à troca de conhecimento entre palestrantes, congressistas e visitantes.

Ao longo dos três dias, a Arena recebeu 16 palestras  sobre temas urgentes para o futuro do trabalho: Inteligência Artificial no RH, saúde mental, cultura organizacional, práticas de ESG e atração da Geração Z, entre outros. Mais de 500 pessoas foram impactadas diretamente, em conversas que reforçam a inclusão produtiva no mercado de trabalho.

Os temas que marcaram os três dias

Entre as palestras da Arena Espro Rh pra Você, três assuntos se destacaram nas conversas: o uso da Inteligência Artificial na gestão de pessoas, o cuidado com a saúde mental nas organizações e as estratégias para atrair e reter a Geração Z no mercado de trabalho.

Dia 18/08

Daniela Andrade, CEO da Aiia Labs, abriu a programação levantando uma provocação que ganha peso conforme a inteligência artificial avança sobre os processos de RH: a legalidade do seu uso. Para ela, a pergunta já não é mais se a IA consegue tomar decisões de recrutamento e seleção, mas se deveria — e sob quais condições, já que esses processos interferem diretamente na vida das pessoas.

Maria Jessica, Diretora de RH da Unika, apresentou o case construído a partir da parceria entre a companhia e o Espro. A partir da trajetória de jovens aprendizes, ela defendeu que a aprendizagem profissional deveria ser tratada como estratégia de desenvolvimento, e não apenas como cumprimento de obrigação legal.

Guilherme Casagrande, Educador Financeiro na Creditas, trouxe dados que impressionam: 66% dos trabalhadores reconhecem que problemas financeiros afetam sua saúde mental, e 71% dizem trabalhar melhor quando as contas estão em dia. Sua defesa foi por um acolhimento socioeconômico genuíno, sem julgamento, como ponto de partida antes de qualquer estratégia de bem-estar financeiro corporativo.

Arthur Geise, Mar Saúde, encerrou o primeiro dia trazendo a NR-1 e o PGR para o campo prático da gestão de riscos psicossociais. Ele destacou que mapear esses riscos não significa identificar quem já adoeceu, mas medir o potencial de adoecimento do ambiente de trabalho.

Dia 19/08

Denize Savi, Diretora de Felicidade Corporativa da Chilli Beans, questionou até que ponto os programas de saúde mental das empresas são substância real ou apenas “wellness washing”,  uma vitrine bonita que não resolve o problema de fato.

Léo Kaufmann, Diretor de Conteúdo e Curador do RH Summit, discutiu o risco de opor RH estratégico e RH operacional, alertando para o perigo de desvalorizar justamente a base que sustenta o negócio no dia a dia.

Alexandre Waclawovsky, CRO da Fretadão, mergulhou nos fenômenos do quiet quitting e do quiet firing, propondo caminhos para diagnosticar e reverter o desengajamento silencioso antes que ele se torne desligamento,  de fato ou na prática.

Bruno Peres, curador do Hub ESPM de Canais Digitais, provocou o público com uma pergunta direta: será que o mercado está trocando humanização por performance nas relações de trabalho e nas marcas empregadoras?

Fernando Uehara, especialista em Insights de Mercado do Espro, encerrou o segundo dia falando sobre a chamada “geração canguru” e desconstruindo o mito do comodismo que costuma ser associado a ela.

Dia 20/08

Suzie Clavery, Diretora de RH, abriu o último dia discutindo employer branding em tempos de exposição constante,  o que ela chamou de “tribunal da internet”, onde marcas empregadoras são julgadas publicamente a qualquer momento.

Daniele Caetano, fundadora da Caminhos da Terapia, defendeu que o burnout precisa ser encarado como um problema estrutural das organizações, e não como uma fragilidade individual de quem adoece.

Alessandro Saade, Superintendente Executivo do Espro, mostrou na prática como implementar ESG no RH de verdade,  para além do discurso institucional, com ações sustentáveis e sociais que geram impacto real.

Mórris Litvak, da Maturi Jobs, trouxe uma reflexão urgente sobre etarismo: por que o mercado ainda normaliza descartar profissionais qualificados só por causa da idade?

Marcelo Egéa, Presidente do Capítulo Brasil da International Association of Facilitators (IAF), falou sobre o caminho que vai da técnica à gestã,  como formar e desenvolver novas lideranças dentro das organizações.

Para fechar a programação,  Alessandro Saade  voltou ao palco ao lado de  Daniel Consani para um bate-papo descontraído com os principais insights do CONARH 2026.

O que fica do CONARH 2026 para o Espro

Três dias, dezenas de conversas e uma certeza: a Arena Espro RH pra Você mostrou, na prática, como colocar o primeiro emprego e a inclusão produtiva no centro das discussões que movem o futuro do trabalho. Com orgulho da causa, seguimos!

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