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O Covid-19 e a filantropia

O Covid-19 e a filantropia

Por Alessandro Saade

 

A pandemia de Covid-19 trouxe muitas dúvidas. Obrigou-nos a reações imediatas e colocou holofote no tão falado mundo VUCA – onde Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade impedem o desenho de um cenário equilibrado que dará suporte a decisões.

Seja pela nossa missão de entidade filantrópica, seja pela nossa possibilidade e obrigação de proteger e desenvolver nossos jovens, o momento é de grande responsabilidade e protagonismo. Não podemos esperar. O afastamento social ampliou perigosamente o abismo entre os que mais tem e os que mais precisam.

Desde o início da pandemia começamos a medir o impacto do afastamento social e desaquecimento econômico na vida dos nossos adolescentes e jovens e de suas famílias. Muitos tiveram contratos suspensos, carga horária e salários reduzidos, ou mesmo foram demitidos. Isso tudo em lares com em média 6 pessoas e com remuneração e empregos em declínio.

A cada pesquisa mensal de impacto, a nossa responsabilidade aumentava. O lado positivo é que a superexposição das desigualdades do nosso país facilitou a abertura de algumas portas, permitindo boas parcerias com empresas, buscando mitigar esses impactos. Mas ainda é pouco. Precisamos duplicar, quintuplicar as ações e os recursos destinados ao impacto social, para revertermos os danos trazidos pela pandemia.

Em momentos como estes, a missão das entidades filantrópicas ganha mais evidência, mais acesso e até mais empatia, mas sempre com a mesma responsabilidade: de entregar soluções em políticas públicas que de alguma forma auxiliam ao governo, em qualquer uma de suas esferas. De atender, seja pela saúde, educação ou assistência social, as demandas da população. Em todo lugar é assim, entidades comprometidas com a melhoria das condições e do ambiente, buscando construir um mundo melhor e mais justo.

Aqui no Espro não foi diferente. Além de todas as nossas ações recorrentes, que nestes quase 42 anos nos permitiu realizar mais 730 mil atendimentos sociais, além de preparar, apoiar e encaminhar mais de 315 mil jovens aprendizes para o mundo do trabalho, durante a pandemia buscamos agir de forma mais intensa e efetiva.

Buscamos entender o impacto econômico, social e psicológico na vida dos nossos adolescentes e jovens, encaminhar soluções por meio das nossas psicólogas e assistentes sociais, junto com as analistas de acompanhamento. O time de Captação atuou mais intensamente na busca de recursos adicionais de empresas parceiras, que nos permitissem aumentar a rede e o suporte aos nossos jovens. Nossa área de Aprendizagem e Inovação adaptou a metodologia para aplicação em EaD, redesenhou conteúdos e capacitou instrutores e planejadores para aprimorar o atendimento aos jovens. Ainda temos muito o que fazer, muito o que melhorar. Mas tenho certeza de estarmos no caminho certo.

Neste momento, precisamos acelerar, decidir rápido e de forma efetiva, respeitando alguns pilares incontestáveis: ética, empatia, agilidade, transparência, eficiência, protagonismo.

O Dia Nacional da Filantropia, que acontece em 20 de outubro, traz uma reflexão da nossa missão, do nosso desafio e da obrigatoriedade do senso de urgência. Vamos em frente, fazendo o terceiro setor a mola propulsora do desenvolvimento da nação, encurtando distâncias e construindo pontes que permitam o acesso, a transformação e a integração socioeconômica dos adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Vamos comemorar o dia, as nossas vitórias e a nossa causa. Mas bem rápido, porque ainda temos muito o que fazer.

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