Jovem negra apresenta a legenda FMT robótica

Com o avanço da tecnologia e a crescente digitalização no mundo do trabalho, torna-se cada vez mais urgente preparar jovens talentos para a mercado 4.0, especialmente quando nos voltamos para a inclusão no mundo do trabalho de grupos minorizados, como jovens negros e LGBTQIAP+, que em situação de vulnerabilidade social possuem menor representatividade no mercado e maiores desafios na busca do primeiro emprego.

Neste cenário desafiador de busca pela equidade e inclusão social de grupos minorizados, o Espro realiza o projeto Formação para o Mundo do Trabalho (FMT) foco em robótica, uma iniciativa para o desenvolvimento profissional voltada para jovens LGBTQIAP+ ou negros.  Desde a sua implantação, em 2022, o projeto capacitou 35 jovens das cidades de Curitiba e Recife e 2023 amplia para 75 destinadas aos jovens residentes no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Em Belo Horizonte

Na filial Belo Horizonte, o curso teve início em abril com a participação de 45 jovens inscritos. Durante dois meses de aula, serão desenvolvidas competências técnicas e comportamentais, como letramento digital, ferramentas de trabalho, gestão do tempo, comunicação e postura profissional. Além disso, ocorre uma imersão na área de tecnologia, com aulas de robótica em laboratório, contando com uso de elementos do Arduino, uma plataforma de prototipagem open source, para que os jovens consigam aplicar de forma prática os conteúdos trabalhados ao longo de toda a formação e criação de um projeto voltado para automação residencial. A grade ainda contempla o desenvolvimento de habilidades corporativas, momento em que os alunos serão responsáveis por áreas como logística, comunicação e mídias sociais. 

Preparação 

Mais do que preparar esses jovens talentos, também é preciso capacitar nosso time de colaboradores, Na filial BH, a imersão no universo sociocultural e nos desafios enfrentados pelos jovens ocorreu a partir da roda de conversa “Transmissão de Saberes” , um bate papo com a participação de representantes da Irmandade Os Carolinos e a Comunidade Religiosa e Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango. A conversa promoveu uma reflexão sobre diversidade, equidade e inclusão dos jovens negros.

 “Uma das melhores palestras que já participei na minha vida e tenho muito orgulho de ter feito parte desse momento tão importante, tanto para os quilombolas, como para a inclusão social do Espro. Essa palestra me atualizou sobre direitos e deveres sobre o povo preto e me fez resgatar memórias e conhecimentos passados, que jamais podem ser esquecidas. Que venham mais e mais mensageiros da inclusão social, pois me senti lisonjeada com tanto aprendizado e sabedoria que foram compartilhados naquele momento”, explica a instrutora Mônica Constantino.