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31/Mar/16 - De Olho no Futuro: Design - Muito além da criação de folders e peças coloridas!

Conhecimento em Tecnologia é importante, mas não o suficiente para seguir a carreira

"Eu quero ser designer porque sei tudo de desenho e conheço todos os programas para tratar imagens diversas. Além disso, eu posso ficar o dia todo sentado com meus fones nos ouvidos criando, sem ter que fazer contas ou lidar com burocracia e resolver coisas chatas com os chefes!"

Se você que lê esse texto agora, pensa desta forma, está precisando estudar mais sobre a profissão que quer seguir como carreira. O designer não é aquele profissional que só é acionado quando alguém precisa de um adesivo colorido ou outro tipo de peça para deixar um job lindo de morrer! Muito além do que criar folders, caixas bonitas ou ‘tratar fotos’, ele é (ou deveria ser) peça-chave em todo o processo de criação de um produto ou marca.

“Alguns jovens buscam a graduação em design, por conta da afinidade que já têm com a tecnologia. Porém há outros pontos fundamentais e essenciais para a formação na área. Um projeto precisa de forma e função, ou seja, os produtos não precisam somente de cuidado estético, mas sim funcional, de uso no dia a dia. O profissional precisa ter certo cuidado com público-alvo, principalmente nos processos que envolvem criação de embalagens para pessoas mais velhas, crianças e públicos diversos. Também sobre a criação de tipos específicos de capas para determinadas publicações. Ele deve pensar no pilar da tecnologia, mas também do social, sociocultural, entre outros conhecimentos e fundamentos para que a ideia do projeto seja consolidada. Tecnologia somente, não irá resolver situações como a de avaliar um projeto, sem conhecimentos em gestão”, alerta Ana Lucia Lupinacci, diretora da Graduação em Design da Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM.  

‘Projeto’ ou ‘projetar’ são as traduções encontradas nos dicionários para a palavra design. Portanto, não basta criar algo bonito. Para ter sucesso na profissão deve estar preparado também para a resolução de problemas, sempre presentes no caminho de uma concepção ou planejamento. Achar que vai se dar bem só porque domina as ferramentas tecnológicas pode colocar a carreira em risco e o profissional ainda pode cair na armadilha mais vista hoje no mercado: a de ser visto como um mero criador de etiquetas coloridas, tags, folders ou aquele que sabe como ninguém trabalhar com o Photoshop dando tratamentos fantásticos em imagens. Ao ingressar em uma graduação em Design, muitos acabam surpresos pela quantidade e diversidade de disciplinas que compõem a grade curricular. “O designer deve ter um entendimento multiplataforma para saber como as tecnologias conversam. Porém, o conhecimento que se pede é quase o da antropologia para que ele tenha discernimento na identificação do público-alvo, aquele para quem ele irá criar e projetar. Saber elaborar, formatar e fazer a leitura de pesquisas mercadológicas e sobre estilos de vida, costumes, entre outros, também são muito importantes, ou seja, a matemática também está presente na rotina do profissional que deverá dominar a arquitetura da informação. Ler e escrever corretamente é fundamental, uma vez que haverá a necessidade em elaborar um discurso que é verbal e visual para uma apresentação do projeto em público. O profissional da área é muito além do que uma pessoa que fica esperando solicitações para a criação de folders ou cartazes coloridos”, destaca. 

Mercado de Trabalho

Segundo Ana Lúcia, o mercado é bem favorável para quem se forma em Design e a taxa de empregabilidade é uma das mais altas. Tanto que, no momento da formatura, entre 90% a 100% dos alunos já estão empregados. “O mercado está muito bom porque tem a procura crescente da tecnologia. Há muito trabalho na área digital com a migração do mundo editorial das revistas e demais veículos impressos para formatos acessíveis em plataformas diversas. Grande parte dos produtos editoriais estão no mercado nas versões impressa e digital. Somos transmídia e temos o campo aberto para pensarmos produtos e novas formas de apresentação aos clientes e consumidores”, comenta a diretora. 

Diante das atualizações e necessidades em reciclagem na área digital e de gerenciamento de projetos, o curso tem sido procurado por profissionais que já atuam em agências de publicidade, como diretores de arte, por exemplo, que buscam no curso uma formação mais focada na estratégia e gestão dos projetos. “O designer precisa ser reconhecido como estratégico dentro do processo criativo. Hoje, em algumas agências, ele é lembrado sempre no final porque é visto como operacional, ou seja, a publicidade não entende da forma como deveria e seria ótimo se trabalhasse de forma mais ‘azeitada’ com esse profissional que tem tanto a contribuir”, ressalta. 

O estágio na área é obrigatório e o formato pode ser definido pela instituição. No caso da ESPM são contabilizadas participações dos alunos em encontros com profissionais que são referência na área, realização de jobs, parcerias, workshops, entre outros. Atualmente, os alunos do curso estão envolvidos em um projeto de atualização para a marca da Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD, que contempla redesenhar as mascotes da Associação. Por meio do Design Lab, uma das agências experimentais do curso, os alunos prestam consultoria para ONGs e Terceiro Setor em geral. 

Segmentos de atuação 

Para atuar, o designer precisará, além da comprovação sobre a formação, estabelecer um contato com as linguagens visuais que, segundo a diretora do curso da ESPM, deve ser “além da média” para poder se comunicar. Deve também estudar disciplinas ligadas ao mercado como economia criativa, entender para onde trabalha etc. Não vai ficar quietinho em um canto da agência ou departamento. Será um profissional responsável em criar marcas, produtos, embalagens, sites e mídias digitais em geral, comunicação gráfica, audiovisuais, filmes, vinhetas de TV, material diverso para Internet, entre outros. “O designer deve ser peça estratégica e é o perfil que formamos em nossa instituição, ou seja, profissionais muito além de competentes e que saibam utilizar a tecnologia não somente para fazer, mas sim para entender como se dá todo o processo criativo”, reforça Ana Lúcia

Recado da diretora da graduação na ESPM

Se você tem interesse em atuar como designer deve ser uma pessoa interessada na vida cotidiana das outras. Além da facilidade para tecnologia é importante saber Matemática e Língua Portuguesa, porque no design também há comunicação e planificação, contagem e métricas. O profissional deve saber fazer o que chamamos de planificar uma embalagem, antes do envio do boneco para a produção. Outro ponto muito importante é estar ligado em atualidades porque, afinal de contas, irá criar para pessoas. 

Curiosidade

Até meados da década de 1990, o curso ainda levava a nomenclatura de Desenho Industrial, como foi consolidada a profissão, nos anos 1960. Isso porque a utilização de termos em inglês era considerada muito mercadológica, como, por exemplo, ou uso da palavra Marketing para o curso de Mercadologia. Depois, os cursos puderam levar a nomenclatura em inglês com a associação de produto digital, entre outros e, o profissional passou a ser chamado de designer. O que fez mudar tudo foi a entrada da tecnologia e, o que era manual passou a ser expertise digital. 

Dicas de livros para iniciantes ou curiosos em Design Gráfico:

*fonte: Chocola Design 

 

31/Mar/16 - Comportamento: Pilares da Família

Pilar da diversidade marca o novo modelo de família, especialistas confirmam transformações ocorridas e que o grande desafio é manter a união e fortalecer os laços mesmo em tempos de WhatsApp e redes sociais 


Sabe aquela música dos Titãs que diz: “Família! Família! Papai, mamãe, titia. Almoça junto todo dia, nunca perde essa mania...” ? Para grande parte, já não é mais assim. Não há mais tempo para nada e os filhos, pais e mães estão perdendo os costumes de sentarem à mesa para uma refeição ou conversar sobre como foi o dia. Todos ficam grande parte do tempo fora de casa e, quando se encontram, a cena é cada um olhando para as telas de seus dispositivos no maior silêncio. 

“O mundo em que vivemos hoje é de muita liberação e com isso, os relacionamentos humanos se tornam cada dia mais difíceis. O desafio da família hoje é o de se manter unida e fortalecer seus laços, pois a vida atual desfavorece o convívio familiar devido ao excesso de trabalho dos pais e atividades dos filhos, fatores que geram um distanciamento e dificultam o estreitamento dos laços afetivos. Hoje é quase impossível ter uma refeição sem ser interrompido pelo celular ou por alguma mensagem de WhatsApp, por exemplo. Enfrentar esses obstáculos vai ajudar no crescimento dos filhos para que amadureçam de maneira saudável e aprendam, desde pequenos, a manterem vínculos de afeto”, comenta Janaina Marize de Oliveira, psicóloga da Clínica Kennedy São Paulo. 

Diversidade 

A estrutura de família tem passado por algumas modificações ao longo do tempo e isso também tem causado impacto nos valores. As novas formatações da família contemporânea, principalmente aquelas formadas por casais homossexuais, têm sido alvo de grandes debates da atualidade. “Pensar em família nos traz à mente o modelo convencional de homem e mulher unidos pelo casamento, mas a realidade mudou. Podemos afirmar que o novo modelo de família contemporânea é marcado pelo pilar da diversidade. A maneira como a estrutura familiar vem se modificando nos últimos tempos, impossibilita identificarmos qual o modelo ideal. As pessoas também estão em processo de transformação, no sentido da forma de pensar, nos questionamentos e na maneira de viver. As formas de família que se apresentam atualmente sofreram diversas modificações ao longo da história”, destaca a psicóloga.  

O advogado especialista em divórcios, Dr. Gustavo Lima, também comenta sobre a questão da diversidade nos novos modelos de família e ainda lamenta a questão do preconceito de parte da sociedade com relação a formação de um lar composto de pessoas do mesmo sexo, entre outras características: “Eu lamento sinceramente que ainda há pessoas que não aceitam esses modelos, pois ao menor aprofundamento na matéria somos forçados a compreender que amor, compaixão, altruísmo, abnegação, entre outros elementos que estão presentes em uma relação afetiva, não estão identificadas por cor, idade, raça ou sexo. Por que, então, a família haveria de ser própria de um só formato? ”, questiona. 

Carreira e Qualidade de vida em primeiro lugar!

Prioridade focada na carreira profissional tem feito com que os mais jovens deixem o casamento para segundo plano. Com isso, os casamentos tardios têm sido mais constantes, assim como a demora para deixar de morar com os pais. “Com todas essas mudanças, o nível de consciência sobre as adversidades da vida tem aumentado nos jovens fazendo com que se preparem economicamente para assumir compromissos familiares, desejando terminar uma formação profissional, que em geral acontece aos 22 e 25 anos de idade”, aponta o Dr. Lima

Ele ressalta ainda "Não restam dúvidas de que a família tem um papel fundamental na formação das pessoas, mas isso não implica dizer que o "correto" seria a família tradicional patriarcal, onde há um pai, uma mãe, um filho e um comercial de margarina seriam a única solução possível para que todos os integrantes de uma família pudessem viver em harmonia, e se nutrissem de coisas boas, valores importantes e essenciais para uma vida reta e honesta. Os verdadeiros pilares de uma Família considero que estejam intocados, e continuam vivos independente da configuração: se de um pai só, uma mãe só, ou reconstituída com filhos de relações anteriores, pois os princípios norteadores ainda são comuns: criar, formar, colaborar entre si, apoiar, amar."

“É possível notar que mudanças no contexto familiar são frequentes, o que nos faz reconsiderar os alicerces das famílias no modo como estas relações são vistas. Porém, nós precisamos refletir se existe uma crise da família, ou no "modelo tradicional" de família. O importante é que devemos lembrar que o ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros, independente de raça, gênero e opção sexual” (Janaina Marize de Oliveira, psicóloga)

31/Mar/16 - Dica Cultural: A Série Divergente, Convergente: do livro para a telona!

Para os Jovens Aprendizes fãs de trilogias, a dica deste mês é conferir a produção A Série Divergente: Convergente, em cartaz nas principais redes e em todo o país. Extraída da trilogia Divergente, da autora Veronica Roth, o filme é uma adaptação do terceiro livro da saga e ótimo prato com pitadas de romance, aventura e muitos efeitos especiais. 

No roteiro, um grupo de amigos, adolescentes, tentam cruzar o muro de onde vivem para um mundo que chamam de desconhecido. Porém, ao conseguirem entrar na tal cidade, se deparam com uma Chicago futurista dividida por facções (Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição) e uma série de desafios para salvar a humanidade. Os jovens que vivem na cidade e apresentarem ‘queda’ para mais de uma delas serão considerado "Divergente" e vistos como ameaças. 

A produção é assinada pela mesma equipe que trabalhou a saga Crepúsculo. 

No papel

Para os que gostam de conferir primeiro o livro para depois ver a adaptação nos cinemas, vale a pena aproveitar as promoções em sites diversos para o Box Divergente composto de quatro livros Divergente, Insurgente e Convergente e mais um volume contendo a coletânea extra Quatro: Histórias da Série Divergente


A coleção também está disponível na versão e-book que pode ser lida em dispositivos móveis e tem valores mais acessíveis. 

31/Mar/16 - Selfie x Privacidade: Fotos nas Redes Sociais: cuidados e consequências com excesso de exposição

Gosta de selfie? Pois então preste muita atenção onde e o que você tem postado nas redes sociais, pois a partir do momento em que fotos e imagens são publicadas, a privacidade acaba. Porém, quem resiste a uma selfie? Situações ocorridas com famosos viraram casos de polícia! Sim, porque fotos íntimas ‘vazaram’ e caíram nas redes sociais em segundos. Por isso, todo cuidado é pouco! Se você é um daqueles que dizem: não posso perder meu celular porque nele está a minha vida’, pode começar a repensar essa situação e também a fazer uma limpeza de informações, fotos e qualquer item que possa causar algum tipo de dano moral, pessoal ou material. 

“Hoje temos o compartilhamento excessivo de conteúdos nas redes sociais. Somos mais emissores do que receptores. Os jovens são os que mais utilizam os dispositivos. Logo, devem tomar o cuidado inicial, não só no sentido dos riscos e causas da exposição inadequada, mas também de serem capazes de proteger sua privacidade por meio das configurações disponíveis nas próprias redes sociais. Deve ser evitada a larga exposição preservando e limitando quantidade e qualidade das informações disponibilizadas a respeito do próprio usuário e de terceiros, principalmente por meio de imagens”, alerta o doutor José Roberto Chiarella, advogado especialista em Direito Digital e Membro da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP.

Aí você pode pensar: “mas a rede social é minha e eu posto o que eu quiser!”. Claro, todos têm seus direitos. Porém, as consequências podem ser desastrosas. Há muitos casos de casais que se separam e o outro para se vingar divulga na rede, fotos que foram registradas durante momentos íntimos causando situações que já resultaram em problemas psicológicos sérios e até suicídio da parte afetada. Há também casos de fotos que foram ‘adulteradas’ ou publicadas em tipos de sites ou páginas que oferecem garotas para programas, no caso das meninas. 

“Diante de fatos e acontecimentos diários, eu reforço que não somente a selfie, mas tudo aquilo que é utilizado de forma excessiva e descontrolada, nas redes sociais e Internet em geral, certamente coloca o usuário mais vulnerável diante dos riscos, que podem ser minimizados com os procedimentos adequados. Neste caso, a educação digital é o único caminho que devemos trilhar proporcionando para nossas crianças e adolescentes valores vinculados a humanização da Internet, levando à reflexão de seus riscos para o exercício pleno da cidadania e dos direitos dispostos em lei através do meio digital”, conclui. 

Dicas do Especialista para evitar problemas de exposição

Agindo contra os ataques de hackers: sempre adotar aqueles procedimentos de manter seu antivírus atualizado e tomar muito cuidado com os e-mails recebidos que podem conter códigos maliciosos, objetivando a busca indevida de dados. Na dúvida, não clique. O procedimento é o mesmo que consta do artigo 21, porém quando tiver a conotação de nudez ou de atos sexuais, deverá buscar autoridade judicial para promover a retirar e buscar a identificação do ofensor.

Levando um dispositivo para manutenção: o primeiro passo (e ideal) é não armazenar conteúdo íntimo nos dispositivos móveis. Há formas diversas de armazenamento que nos dá maior segurança. Antes de enviar para reparos grave todos os arquivos em pen drive, HD externo, entre outros. O cuidado maior é com a exposição, assim aquele que não dá limites acaba por assumir o risco, o que nada impede de procurar reparação quando utilizada sua imagem indevidamente.

Recorrendo judicialmente: Quando for postada foto sem autorização, aquele que se sentir ofendido pode requerer a reparação de danos por uso indevido da imagem. Quando tratar do próprio usuário, a configuração de privacidade é indispensável. As consequências são várias expondo-o de forma vexatória. Importante destacar que o ofendido deve procurar um profissional especializado para obter a guarda dos dados que possam identificar o ofensor por meio do “print” da página, procedendo o registro por meio de uma ata notarial (que pode obter com a ajuda de um advogado), bem como preservar a URL.    

Detectando fotos utilizadas para outros fins: requer retirada de conteúdo independente de ordem judicial, diretamente do provedor de aplicações de Internet a retirada. Assim dispõe o texto legal Lei nº 12.965/14, em seu artigo 21: [...] Art. 21.  O provedor de aplicações de internet que disponibilize conteúdo gerado por terceiros será responsabilizado subsidiariamente pela violação da intimidade decorrente da divulgação, sem autorização de seus participantes, de imagens, de vídeos ou de outros materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado quando, após o recebimento de notificação pelo participante ou seu representante legal, deixar de promover, de forma diligente, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço, a indisponibilização desse conteúdo.

Parágrafo único.  A notificação prevista no caput deverá conter, sob pena de nulidade, elementos que permitam a identificação específica do material apontado como violador da intimidade do participante e a verificação da legitimidade para apresentação do pedido. [...]

Curiosidade

Lei Carolina Dieckmann 

Em 2012, a atriz Carolina Dieckmann foi vítima de crime virtual. Ao levar um equipamento para manutenção, arquivos com registros de fotos íntimas foram divulgados na Internet e se espalharam por todas as redes sociais, até o caso chegar na mídia e na delegacia de polícia. No ano seguinte, entrou em vigor a Lei 12.737/12, denominada Lei Carolina Dieckmann, que protege contra crimes em ambiente digital, como o ocorrido com a atriz. 

 

31/Mar/16 - E aí, Instrutor? Instrutora por acaso e encanto pela causa!

Ela se preparou para ser professora universitária e, depois de passar três meses em uma vaga temporária no Espro, Karyna Berenguer acabou ficando e já soma dois anos como instrutora das turmas de Formação para o Mundo do Trabalho (FMT) em São Paulo, capital. Graduada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda e Mestrado em Comunicação, ela sempre teve a interesse na área acadêmica e objetivo de carreira em salas de aula. “Entrei na instituição sem muitas perspectivas, porque meu objetivo era ser professora universitária. Porém, o trabalho do Espro me encantou. Eu nunca havia trabalhado em uma ONG e sequer tive a oportunidade de presenciar transformações concretas nas vidas das pessoas como as que vejo." 

Desde que recebeu a primeira turma para capacitar, Karyna diz ter criado um vínculo muito positivo com os jovens e, entre os fatores que mais chamaram a atenção da instrutora no início do trabalho foi a possiblidade de contribuir, não somente para o desenvolvimento profissional, mas também participar da vida de cada um, por meio de histórias e situações que os próprios jovens levam para a sala de treinamento. “Eu me apaixonei pelo trabalho por conta do vínculo que criamos com os jovens no decorrer do curso. São muitos que não têm apoio familiar e sequer diálogo dentro de casa. Então, eles nos veem como uma espécie de conselheiros, guias, alguém para dar apoio e com isso, nós acabamos desenvolvendo um trabalho muito além da Aprendizagem ou Educação”, destaca. 

Segundo ela, o trabalho com os jovens vai muito além da teoria sendo mais comportamental, uma vez que se tratam de jovens que iniciam o curso com problemas relacionados à autoestima. “Eles chegam muito ‘crus’ em todos os aspectos e a maior defasagem, além da comunicação é a autoestima. Por isso, eu trabalho muito  amor próprio e a questão de que todos devem se valorizar. Começam o curso pensando que qualquer um pode ter uma oportunidade profissional, menos eles. Ver o desenvolvimento desses jovens que chegam ao final do curso com sonhos e projetos de vida é muito gratificante, pois quando começam a capacitação sequer olham nos meus olhos ou pronunciam seus nomes com firmeza. Isso só comprova que nós estamos muito bem, no quesito da transformação”, pontua a instrutora. 

‘Mestre com Carinho’

Segundo Karyna, não adianta forçar algo muito rígido com eles, porque são adolescentes que estão passando por um processo de transição da infância para adolescência, muitos sem recursos e que já começam a aprender até como devem se vestir em um ambiente corporativo. Por isso, o envolvimento lúdico é muito importante durante o treinamento para que tenham forças até o final do curso. 

“Esses jovens precisam de um momento de suavidade para não desistirem. Trabalhar com eles é outra dinâmica. Precisa muito mais do que um conteúdo, pois eles querem ser ouvidos e precisam se sentir protagonistas. Tenho um papel de extrema responsabilidade que eu atribuo à uma frase que li um dia, que diz: "Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência". Isso é muito verdadeiro, pois tudo o que eu disser vai para a eternidade desses jovens, seja para o bem ou mal. Quando eu chego em casa, me estou muito feliz,porque sinto que sou atuante e contribuo efetivamente para a mudança da sociedade”, conclui. 

Karyna é uma apaixonada por música e, sempre que pode participa das organizações das formaturas sugerindo algo para que cantem. Ela participou de uma apresentação surpresa, durante a festa de fim de ano do Espro com um grupo de colaboradores. “Gosto de cantar, usar minha voz e sempre acabo levando isso para o meu trabalho”, conclui. 

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