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23/Dez - DICA CULTURAL – FILME: Coach Carter Treino para a Vida

Final de ano é tempo de reflexão! 

A dica deste mês é também para que todos possam fazer um exercício de reflexão sobre a busca por motivação, ser vencedor, definir onde querem chegar e de como absorver conhecimentos e aprender muito sobre vida e carreira, na sala de aula. Coach Carter Treino para a Vida (Paramont Filmes)tem no papel principal, o ator Samuel L. Jackson que ‘encarna’ Carter do título, um técnico de basquete disposto a transformar, por meio do esporte, as vidas de seus alunos, jovens totalmente desmotivados. Rebeldes e descrentes das próprias capacidades e talentos, eles que viviam em bairros perigosos da Califórnia, onde tinham contato com criminalidade, drogas, violência e muito mais.  O treinador os leva para uma verdadeira viagem de sabedoria, além da quadra. 

O trabalho do técnico com os jovens foi além da quadra e do ensinamento de técnicas e táticas para vencer um jogo. Seus alunos aprenderam a vencer também na vida e a vencer medos. Adotando regras rígidas aliadas e espécies de condições para participarem dos jogos como terem notas boas, ótimo desempenho em sala de aula e respeitarem os demais

Baseado em história real, o filme é uma verdadeira lição de vida. Temas como liderança, trabalho em equipe e disciplina são presentes o tempo todo, na história que mostra de que forma, um técnico de basquete conseguiu fazer com que jovens, desacreditados e sem motivação alguma, conseguissem vencer algumas barreiras e caminharem para o sucesso e realizações pessoais. Cada um seguiu seu rumo e se realizou profissionalmente. 

Confira uma cenas do filme

e prepare uma sessão pipoca para curtir e aprender com seus amigos.  Ao final, com certeza todos ficarão mais inspirados ainda em não desistir nunca e vencer! 

23/Dez - SUSTENTABILIDADE: Bazar de trocas e brechós

Já ouvir falar em escambo? Pois bem, há muitos e muitos anos, quando ainda nem existiam as moedas, o povo praticava a troca de itens, de acordo com oferta e procura. As coisas não tinham preços e sequer se falava em economia. Trocavam geralmente gados, alimentos, ferramentas, entre outros. 

Depois de mais um tempo, a palavra brechó entra no cenário comercial e da moda como referência de lugares onde é possível encontrar peças de roupas e acessórios em geral com preços mais acessíveis. O segredo é ‘garimpar’ para encontrar algo bem legal e, em alguns casos, exclusivos. Há muita gente que ainda tem preconceito com relação aos brechós. Porém, com a onda tecnológica em que é possível comprar e encontrar praticamente de tudo, os brechós também migraram para a plataforma online. Pela internet é possível comprar e até mesmo trocar peças de roupas e demais componentes. São muitos grupos, blogs, sites, redes sociais etc. praticando a modalidade. 

Moderno e sustentável

Hoje, algumas pessoas estão realizando bazares de trocas, onde se encontra de tudo um pouco. Desde roupas, discos, livros, revistas etc. Na verdade, a prática não é tão atual assim, pois grupos que têm algo em comum, já realizam encontros para trocar produtos. Lembram da ‘febre’ das figurinhas e álbuns da Copa do Mundo? Foram criadas comunidades nas redes sociais e realizados encontros para a troca das ‘figuras repetidas’. Assim ocorre com segmentos diversos, quando grupos se encontram para  falarem sobre o que gostam e ainda conseguirem um item raro para a coleção. 

Em São Paulo, por exemplo, a moda é realizar bazares e feiras com produtos antigos ou vintage, como preferem se referir aos itens considerados raros. Nesses eventos é possível comprar ou praticar o escambo. Há alguns já famosos no calendário da cidade de São Paulo e que são muito esperados pelo público, geralmente moderninho. São regados a música, apresentações culturais, sessões de beleza, comidinhas de food trucks e outras coisinhas que todos gostam. Os eventos são até categorizados, ou seja, há uns dedicados só para roupas tamanhos plus size, estilo vintage, e assim todas as tribos realizam suas trocas. Tudo faz muito sucesso, inclusive as feiras dedicadas a trocas ou vendas de discos de vinil, que também estão voltando!

 

Com todo esse movimento de brechós e feiras, o mais bacana de tudo é que geralmente duas ‘bandeiras’ são levantadas: a do desapego e a da sustentabilidade. Milhares de pessoas ainda têm o hábito de comprar muito, mesmo não tendo necessidade. Com isso, os armários ficam empanturrados de roupas, bolsas, sapados, camisas etc. muitas vezes guardados durante anos sem uso e com as etiquetas. A conscientização para o ‘não desperdício’ ou compra desenfreada estão presentes nesses eventos que, geralmente são promovidos ou realizados por instituições e os grupos atuais chamados de coletivos. Além disso, o que ocorre durante os eventos é a integração de pessoas que têm muitas coisas em comum. 

Há também, os grupos que realizam as trocas entre amigos e essa é uma iniciativa bem bacana. Há três anos, em São Paulo, as amigas Estela Moreira, Patricia Akagi e Débora Botelho resolveram iniciar a troca de itens com os amigos. Sempre que se reuniam, cada um levava o que não queria mais e assim começou o Bazar Tá Velho, mas Tá Limpinho, que não tem um endereço fixo, mas conta com uma página no Facebook com 250 membros. Para fazer parte é necessária autorização das moderadoras, uma vez que se trata de um grupo fechado. “Começamos com as trocas, durante os churrascos com a turma. Hoje, nós somos um bazar itinerante. A ideia inicial era somente para troca, mas hoje também vendemos muitas coisas, principalmente em eventos que participamos. Em nosso grupo do Facebook, os membros fazem um álbum de fotos com as peças que querem disponibilizar e os interessados entram em contato para troca ou compra. A intenção dos bazares que realizamos é aproximar os membros e facilitar essas transações, já aproveitando para organizar confraternizações também”, explica Estela. 

Assim como ocorre em grande parte dos brechós moderninhos, o público do Tá Velho, Mas tá Limpinho, é formado de mulheres antenadas em tendências e moda e que gostam de se vestir bem. “Nossas clientes buscam sempre peças de qualidade, com pouco tempo de uso e preços mais baixos. Isso é possível, uma vez que hoje os brechós cuidam melhor e preservam os itens. Nós, por exemplo, não expomos nada que esteja sujo, amassado ou com marcas de muito uso. Como nos tornamos um bazar itinerante, as peças são escolhidas praticamente de acordo com o público e ambiente onde vamos expor”, confirma a idealizadora.  

A lógica de alguns bazares de troca que estão surgindo é quase a mesma de bibliotecas ou das locadoras de filmes das décadas de 1980 e 1990, porém com pagamento prévio de um valor referente uma taxa mensal que é determinada de acordo com o bazar. Há um mecanismo de cadastro e o associado pode escolher entre os itens disponíveis e também ofertar o que já não quer mais. Porém, como em tudo na vida, há regras e elas devem sem cumpridas!

Desapego

Se em sua cidade não há bazares de troca, que tal iniciar a prática com os amigos e parentes? Basta identificar o que está lá no armário há muito tempo, catalogar e colocar à disposição. Importante também checar se, no caso de roupas, há rasgos, falta botões etc. Lavar as peças é recomendável, uma vez que ficam com aquele ‘cheiro forte de guardado’. No caso de CDs, livros, discos, revistas prestar atenção se faltam páginas, se estão riscados ou quebrados para que, no momento da troca, não corra o risco de deixar de ter uma peça que tanto queria, por seu item não ter condição de ‘barganha’. 

“Acredito que essa tendência dos bazares de troca tem tudo para dar certo aqui no Brasil, principalmente neste período que vivemos de campanhas para diminuição do consumismo desenfreado e com o país em crise econômica. Essa é uma ótima forma de economizar e continuar se vestindo bem. Com isso, nós estimulamos o consumo sustentável, sem afetar a vaidade das pessoas”, reforça Estela. 

Gostou da ideia? Reúna os amigos, preparem comidinhas, uma boa trilha sonora e aproveitem o final do ano para renovar as energias e também guarda-roupas e armários praticando o desapego. Desta forma você fará um bem também para o bolso, uma vez que não cairá nas tentações do consumismo de fim de ano.  

Curiosidade

Especialistas em moda e afins dizem que os brechós surgiram no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, no século XIX, quando um homem chamado Belchior abriu uma loja para vender objetos usados. A partir daí o costume se espalhou por todo o país e até hoje a prática ocorre. No Brasil, as pessoas ainda têm um certo preconceito com relação a comprar em brechós, mas a prática tem se tornado cada vez mais comum, entre os descolados. 

23/Dez - DE OLHO NO FUTURO: Serviço Social

“Assistente Social não faz caridade!” Muito mais do que acompanhar ações e projetos sociais, o profissional precisa estar atento aos fatos e acontecimentos pelo mundo para atuar de forma ética como diz a legislação

No ano de 1988, com a Constituição Brasileira, foi instituído que o país teria um sistema de seguridade social composto de um tripé, em que o Estado seria obrigado a oferecer para todos os indivíduos, Saúde (aí nascia o Sistema Único de Saúde – SUS), Previdência Social (aposentadoria) e Serviço Social. Foi aí, com a explosão na área de assistência, que se evidencia o papel do assistente social.

“Muita gente vê o espírito altruísta no Serviço Social e isso ocorre porque ele nasceu na igreja católica, mais precisamente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Até a década de 70 foi baseada no catolicismo e, a partir dos anos 76 e 80, com a abertura política do país, passou por um processo de mudança de formação e de matrizes curriculares. Por este motivo era vista como uma profissão feminina, por conta do perfil anterior de caridade, quando mulheres eram geralmente professoras ou assistentes sociais”, comenta Maria Raimunda Vargas Rodrigues, coordenadora do curso de Serviço Social da Universidade Cruzeiro do Sul.

“Antes de qualquer coisa, o assistente social precisa saber escrever. Ele também deve entender um pouco da área da psicologia, das mudanças na sociedade, entre outros aspectos. Há 10 anos, por exemplo, não se falava em adoção por casais homoafetivos e de violência e abusos contra mulheres. Este profissional precisa estar atento, muito atualizado sobre o que acontece no Brasil e no mundo e, acima de tudo, não pode mostrar preconceito em situação alguma. Ele deve entender e conhecer as teorias sociais e psicológicas e não pode agir com base no que pensa”, explica.

A coordenadora conta que o perfil de alunos que procuram o curso de graduação em Serviço Social está rejuvenescendo. “Os jovens estão cada vez mais participativos nas questões sociais e em algumas causas. Temos uma juventude que está fazendo acontecer. Vide as recentes ocupações nas escolas estaduais que acabou derrubando um projeto do Governo do Estado. Acredito que, por este motivo, nós temos recebido muitos adolescentes que acabaram de concluir o ensino médio”

Além de ter muita vontade de participar e atuar em projetos sociais, o candidato ao curso de graduação em Serviço Social deve gostar muito de trabalhar com o público, ter espírito investigativo (para, durante uma conversa, ser capaz de tirar de uma pessoa, informações que ela nunca contou para ninguém), ter vontade de estudar, reconhecer que os todos os indivíduos são iguais, ser contemporâneo, não ter preconceitos e estar aberto para novos conhecimentos. Maria Raimunda aponta para a importância dos fatores inovação e afinidade aos meios tecnológicos. “Atualmente, os laudos são todos produzidos eletronicamente. Logo, o profissional deve estar apto para fazer leitura de processos online e ser totalmente aberto para as novas tecnologias e ser inovador”.

Mercado de Trabalho 

O Estado é o maior empregador de assistente social, porque a Constituição Brasileira obriga o mesmo a ter um sistema de seguridade. A cada 20 mil famílias, o município deve oferecer um Centro de Referência da Assistência Social – CRAS para atender crianças, adolescentes, sempre levando em consideração, o grau de vulnerabilidade social. Segundo a coordenadora, outra demanda que está se iniciando é relacionada a como lidar com a questão dos refugiados, por conta da chegada de haitianos e sírios, em busca de abrigo no país. “O serviço social está se debruçando para trabalhar com essa população. Logo, o profissional não pode deixar de saber os motivos pelos quais eles chegaram por aqui, quais as condições e de que forma deve tratar essas famílias. 

No judiciário, o profissional é fundamental. Ele trabalha em uma equipe multidisciplinar que inclui também psicólogos. O juiz sempre faz a solicitação de um estudo social. A partir dos dados presentes no laudo social é que ele definirá uma sentença. 

A formação 

O curso de bacharelado em Serviço Social tem carga horária mínima de 3 mil horas definida pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - ABEPSS. Depois de quatro anos, o aluno já é um assistente social. Porém, para ser reconhecido e poder exercer a profissão, ele deve se dirigir ao Conselho Regional de Serviço Social – CRESS para solicitar o credenciamento, assim como a emissão de carteira funcional. A partir daí, o órgão fará o monitoramento de toda a atuação dele para que cumpra o código de ética da profissão, datado de 1993. 

A ABEPSS define também três eixos no processo de formação. São eles: 

• Teórico metodológico: conhecimento das teorias sociais; 

• Técnico operativo: produção de material como relatórios sociais, entrevistas, estudos de caso, pesquisas e todo o instrumental necessário para praticar a profissão. Aqui, o aluno aprende as técnicas; 

• Processos de trabalho: quando o aluno já tem contato com algumas especialidades e vai a campo colocar em prática, o que viu em sala de aula. 

Passadas as três etapas acima, os passos seguintes são a realização do estágio presencial supervisionado (sem ele, o aluno não cola grau) e apresentação da monografia publicamente, que pode ser realizada individualmente ou em grupo de, no máximo, três pessoas. 

Quem escolhe a graduação em Serviço Social deverá ter, entre outros requesitos, muita disponibilidade para estudar e realizar pesquisas. “O trabalho deste profissional é grandioso e pode causar transformações consideráveis em pessoas e comunidades. Por isso, o assistente social deve trabalhar com muita ética deixando religião e opiniões em casa”, aponta a coordenadora. 

Curiosidades e Informações Gerais

• O código de ética permite o profissional recusar alguns tipos de trabalhos que violam a dignidade dele, como por exemplo nos casos que envolvem crianças como quando mães perdem a Guarda dos filhos; 

• Muitas crianças que foram para fora do Brasil, na década de 80, hoje estão nas ruas. Na primeira ocorrência de rebeldia, as famílias os devolviam. O papel do assistente social é fazer com que essas crianças nem cheguem a sair do país, onde elas têem sua história, sua origem, suas raízes. Nova lei de adoção, não permite a devolução. 

Ranking de faculdades que oferecem o curso

De acordo com a última edição Guia do Estudante Abril, há opções em todo o país, de faculdades que oferecem a graduação. Na universidade Cruzeiro do Sul, o curso já faz parte do portfólio, há 17 anos e recebeu nota cinco no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes  - ENAD este ano somados às quatro estrelas no Guia. 

Confira no quadro abaixo e faça sua escolha:

Faculdade

Estrelas

(DF) Brasília – UnB

★★★★★

(MG) Juiz de Fora -UFJF

★★★★★

(MG) Uberaba -UFTM

★★★★★

(PE) Recife – UFPE

★★★★★

(RJ) Niterói – UFF

★★★★★

(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ

★★★★★

(RS) Porto Alegre PUCRS

★★★★★

(RS) São Leopoldo Unisinos

★★★★★

(SC) Florianópolis UFSC

★★★★★

(SP) Campinas PUC-Campinas

★★★★★

(SP) Franca Unesp

★★★★★

(SP) São Paulo PUC-SP

★★★★★

 

23/Dez - COMPORTAMENTO :: Árvore Genealógica e nossas origens

Saiba por que é importante levantar a árvore genealógica

Quem nunca pesquisou a origem do nome ou ouviu a pergunta: você é descendente de que? Para responder, sempre há a necessidade de retomar alguns anos para resgatar a história de avós ou bisavós e encontram muitos parentes no meio do caminho. Pesquisar   as origens e encontrar parentescos é uma curiosidade que todos certamente têm. Porém, era uma trabalheira e tomava muito tempo com levantamentos de documentos, idas em cartórios, hospitais e outros órgãos para checagem de nomes e sobrenomes de familiares nos livros de registros. Agora, tudo se tornou um pouco mais prático tendo a internet como aliada. A rede dispõe de aplicativos que proporcionam criação de árvores genealógicas e conexões com pessoas que fazem parte da mesma família. Porém, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente porque muitas informações são inseridas nos programas para que possam gerar o mapeamento. 

“Montar uma árvore genealógica funciona como a manutenção da memória familiar. Precisamos entender que somos herdeiros não apenas dos genes, mas também das decisões que nossos ancestrais tomaram ao longo das vidas. Trata-se de uma maneira de compreender melhor a nós mesmos, além de contribuir com a nossa história particular que pode ser útil para o conhecimento de uma cidade, região ou um contexto social específico. Em última análise, é um modo de driblar a morte”, explica Henrique Fendrich, jornalista e autor de dois livros que abordam o tema genealogia O Imigrante Anton Zipperer e A Família Soares Fragoso, em que ele traça a origem das famílias, por meio de pesquisas e levantamentos realizados em registros civis, on-line e, no caso da família Soares Fragoso, em registros paroquiais de 90 cidades, durante dez meses. Fendrich estuda sobre o tema, há 11 anos, desde a adolescência. 

Fazer o levantamento da árvore genealógica é importante para muitos fins. Além de mapear a história de uma família, pode contribuir na identificação de algumas doenças hereditárias, anomalias, surtos, entre outros que, a partir daí podem ser tratados de forma correta. Diz a lenda, que a família real, por exemplo, tinha um histórico de membros que sofriam de loucura. Alguns livros de história têm o fato mapeado com a árvore genealógica. Não só a realeza brasileira, mas todas as que existem no mundo têm mapas traçados. Saber a ‘linhagem’ era algo muito importante no passado para que os sangues de famílias inimigas ou da plebe não fossem misturados. 

Famílias mais antigas e tradicionais geralmente encomendavam suas árvores genealógicas, pois era algo comum. Uma vez prontas fica mais fácil para as novas gerações fazerem somente inclusões de novos membros e atualização de dados. Hoje existem aplicativos que facilitam ainda mais a vida de quem gosta do tema ou quer montar a história da família. “Com a difusão dos registros históricos pela internet, a genealogia deixou de ser uma atividade exclusiva para famílias nobres ou ilustres e passou a ser acessível a todo mundo que se interessa em descobrir mais sobre o passado da sua família. Já não se levanta mais a árvore genealógica apenas para provar a nobreza de uma linhagem. Mesmo as famílias mais humildes estão podendo ter as suas origens traçadas e isso é enriquecedor não apenas para elas, mas para a própria história do lugar em que viviam. Um dos livros que lancei recentemente levanta a genealogia de um simples lavrador e criador de porcos, cujos ancestrais mais remotos eram índios carijós”, conta. 

Dicas e Apps 

Com a era total tecnológica, as possibilidades são inúmeras seja para montar a árvore genealógica, saber origem ou identificar em qual país o sobrenome é mais comuns. Para quem curte pesquisas e tem curiosidade em saber sobre as origens, basta escolher entre os aplicativos disponíveis e iniciar o processo de mapeamento e identificação dos antepassados. “Para a pesquisa da árvore genealógica é fundamental o uso de algum software de genealogia, porque de outra maneira não se consegue organizar o volume de informações que é coletado, aos poucos. O mais tradicional entre os genealogistas é o PAF - Personal Ancestral File. O My Heritage é outro bastante usado. Há alguns que são pagos e oferecem outros recursos. O site do Family Search, por exemplo, é o que oferece as melhores possibilidades de pesquisa, já que disponibiliza registros civis e paroquiais do mundo inteiro para consulta”, indica Fendrich.

Porém, segundo ele, é preciso ficar atento e tomar muito cuidado com alguns sites que prometem pesquisas sobre a origem de sobrenomes ou brasões de família, porque estas são informações muito genéricas e na maior parte das vezes não dizem respeito à família de quem está pesquisando. 

Se interessou e quer saber mais sobre sua origem e ancestrais? Consulte um dos aplicativos a baixo e inicie sua pesquisa!

FamilySerach como o próprio nome (em inglês) indica pode ser utilizado como ferramenta para encontrar familiares; 

My Heritage é uma ferramenta que possibilita a criação da árvore genealógica;

Family Tree Builder também para criar árvore genealógica;

O Forebears pode te ajudar a saber em qual país predomina seu sobrenome, por meio de uma busca;

Geneanet ferramenta para criar gratuitamente árvore genealógica.

 

23/Dez - SEXUALIDADE : Como foi sua primeira vez?

Jovens iniciam a vida sexual cada vez mais cedo e, ao invés de ouvirem pais ou especialistas, buscam informações com amigos ou na internet 

Segundo a psicóloga Vânia Cristina de Alencar, a idade da primeira experiência sexual dos jovens brasileiros tem caído significativamente, entre a faixa dos 13 e 17 com maior concentração nos 15. “A idade vem baixando porque existe um estímulo muito mais precoce do que há alguns anos, sobretudo por intermédio da televisão, dos smartphones e da internet como um todo. No passado, a primeira menstruação ocorria, em média, aos 16 anos. Atualmente, já aos 12 anos as meninas menstruam. Elas amadurecem física e emocionalmente mais cedo que os meninos. Pesquisas médicas têm revelado que cerca de 20% das crianças com idades entre nove e dez anos, já têm contatos eróticos como beijo de língua e toque sem roupa”, conta. 

Com a chegada da adolescência, fase em que os jovens passam por mudanças físicas e psicológicas, devido a atividades hormonais intensas, ocorrem os conflitos emocionais a cada instante. Nessa fase, não se sentem à vontade para conversar com os pais sobre sexo ou sequer pedem para ir até um especialista, onde poderão esclarecer todas as dúvidas. “Com as crises existenciais e timidez, os jovens acabam buscando informações sobre sexualidade com os amigos ou na internet, fonte principal de pesquisas deles para assuntos diversos. Este comportamento pode levar a uma iniciação sexual cada vez mais precoce e de maneira pouco responsável”, alerta Vânia que também é psicóloga voluntária na ONG Horas da Vida. 

A especialista ainda reforça que é necessário falar sobre o sexo, mas de maneira correta. “Nós adultos ou responsáveis, e aqui também incluo os educadores, temos que ficar mais atentos. Nunca se falou tanto sobre sexo como nas últimas décadas. Os jovens são bombardeados com informações, porém o que realmente querem é serem mais ouvidos e percebidos, pois são cheios de anseios e buscam minimizar suas interrogações. Vamos aprender a falar sobre o sexo. Cobramos do adolescente, o uso do preservativo. Porém, não perguntamos se ele sabe como usar. Há muitas maneiras da escola se incluir nessa tarefa, como por exemplo, articulando professores para um trabalho interdisciplinar. Para muitos alunos, esse profissional é a única pessoa com quem eles podem contar para ampliar seus conhecimentos sobre sexualidade”, aponta. 
 
Afinal, qual o momento certo para iniciar a vida sexual?
 
Vânia diz que não é fácil pontuar momento ideal para a iniciação sexual, mas muitos cuidados devem ser tomados para que não se transforme na pior experiência da vida. “Os jovens deveriam iniciar a vida sexual ao sentirem realmente que estão mais amadurecidos e preparados. Porém o que ocorre é a tomada da decisão precoce impulsionada por pressões do grupo ou insistência do namorado ou namorada, que acabam banalizando este que é um dos momentos mais importantes da vida e isso não pode ocorrer em hipótese alguma”, alerta. 
Além de não poder se deixar levar pela cobrança da galera, o adolescente que tem dúvidas deve buscar todas as informações com as pessoas corretas. Porém, muitos jovens não se sentem à vontade para conversar com a família sobre o tema sexo. “Os pais deveriam ser os primeiros grandes professores. Por isso é muito importante que estejam preparados para sanar as dúvidas. Porém, caso o jovem não encontre respostas em casa, ele deve procurar um especialista, pois além de responder todas as perguntas sobre sexualidade, ele irá orientá-lo com relação a Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST, métodos contraceptivos usados para evitar uma gravidez fora de hora ou como lidar com ela, caso ocorra e também sobre a prática do sexo em si relacionada a afeto e prazer”, aconselha. 
Portanto, se ainda há dúvidas ou se sente que não está preparado para iniciar uma vida sexual, não se deixe levar pela pressão da turma. O melhor a fazer é aguardar o momento em que estiver com todas as respostas para que isso não se torne o grande pesadelo e ‘a primeira vez’ seja traumática.
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