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4/Dez - Dica Cultural - Informação ao alcance de todos!

Qual o destaque nas capas dos principais jornais hoje? 

Se você não faz a menor noção do que estão falando em sua cidade, estado ou no mundo, então dê uma parada e comece a repensar seus hábitos de leitura e busca por informação

Todo ano são divulgadas listas de livros que são considerados leituras obrigatórias para quem vai prestar o vestibular. Mesmo sabendo que já deveriam ter lido todos ou a maioria deles, muitos candidatos não chegam a ler ou sequer conhecem um terço do que é recomendado. No Brasil, a média de livros lidos por pessoa é de três a quatro exemplares por ano. Já os franceses leem de 14 a 15 exemplares no mesmo período, segundo apontou pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, em 2011. 

Os jovens brasileiros estão, aos poucos, retomando o hábito, a partir dos lançamentos de romances juvenis best sellers, que geralmente acabam sendo transformados em sucessos de bilheterias. Porém, há outros tipos de leitura que são importantes para manter-se atualizado sobre fatos que ocorrem a todo momento e que podem estar presentes em uma prova de vestibular e ainda te pegar de surpresa. 

Jornais, revistas e afins

Para quem insiste em dizer que não gosta de ler jornal, a dica é iniciar pelos periódicos que são distribuídos gratuitamente nas estações de metrô, trem ou que são disponibilizados em diversos pontos da capital paulista. O Publimetro, Destak ou Metronews são opções de leitura rápida e que mantém ao leitor bem informado sobre fatos que ocorreram no país e no mundo. 

Nos outros estados há também os jornais locais de preço e linguagem acessíveis com editorias que abordam assuntos diversos. Os jornais e revistas de bairro, geralmente de distribuição semanal e gratuita também são ótimas opções. Não há desculpas como a de que não tem dinheiro para comprar jornal ou revista, assim como para ler livros que podem ser retirados em bibliotecas. 

Para os mais tecnológicos há um sem fim de possiblidades de leitura. Os portais de notícias podem ser lidos até no celular, enquanto se deslocam para a escola ou trabalho. Principais fatos que ocorreram no mundo estão sempre no campo de visão do leitor e com chamadas e títulos que já esclarecem grande parte da informação. Há também livros digitais e revistas virtuais gratuitos disponíveis em sites diversos. Basta fazer uma busca. 

Se você está se preparando para prestar um vestibular, concurso ou qualquer outro tipo de prova que exigirá conhecimentos gerais ou da atualidade, vale a pena iniciar já a leitura de algum periódico, seja diário, semanal ou mensal. 

Há também na internet, opções de documentários sobre temas políticos, guerras e demais fatos que marcaram a história. Faça uma pesquisa e inicie o quanto antes. Informação nunca é demais! 

Há algum tempo, o portal ProfessorNews publicou uma relação de sites que disponibilizam livros e demais publicações de forma gratuita. Confira a lista a seguir e comece a ‘mudança de hábito!” 

Biblioteca Brasiliana USP 

Portal Domínio Público

Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da USP  

Cultura Acadêmica  

UFRGS - livros de matemática  

Machado de Assis  

Casa José de Alencar  

Biblioteca Digital Camões  

Universia  

Conteúdos em Diversos Idiomas

Open Library  

Biblioteca Mundial  

Project Gutenberg  

Read Print 

Fonte: www.professornews.com.br

4/Dez - Brinquedos ecologicamente corretos têm origem nas brincadeiras clássicas do passado

Crédito: Divulgação/ Território do Brincar

Se Liga, Aprendiz! Que tal organizar um grupo com amigos para ‘fabricar brinquedos’ que possam ser doados para crianças que nunca ganharam um presente na vida? Quer saber como? Leia a matéria, fique por dentro das possibilidades e arregace as mangas!

Crianças que vivem em regiões afastadas e periferias do país, ainda produzem os próprios carrinhos e bonecas com objetos descartados e matérias primas que encontram na natureza. Eles ainda inventam brincadeiras!

Já viu algum brinquedo ecológico? Aliás, ele é feito de galhos e folhas? Modismo ou não, a sensação do momento é dizer que o filho só brinca com ‘brinquedos ecologicamente corretos’. Estamos falando aqui de itens como bonecas de pano, carrinhos de madeira, tão comuns no passado e que por receberem (ou não) um selo de sustentável ou que foi produzido com a madeira sustentável é mais valorizado do que qualquer outra coisa.  

Se fizermos uma busca sobre as mais clássicas brincadeiras de infância de todos os tempos ficará muito claro, que o brinquedo ecologicamente correto de hoje tem a referência nas ruas de bairros das periferias, onde crianças que brincavam de verdade construíam casas com pedaços de madeira e telhado de galhos, caixas de papelão, pedaços de madeira e demais materiais que encontravam. As bonecas e carrinhos cheirando a borracha e plástico novos eram sonhos de consumo. Nos programas dedicados às crianças, na década de 1980, por exemplo, havia sempre um momento em que o apresentador os ensinava algum tipo de arte. Entre as muitas figuras que se tornaram referência na época está Daniel Azulay, que ensinava técnicas para desenhar e ainda mostrava passo a passo para a construção de brinquedos, a partir de materiais descartados no dia a dia doméstico como rolo de papel higiênico, caixa de ovos, palitos de sorvete, caixinhas de fósforos, papelão, entre outros. A TV Cultura então foi o com os programas infantis com muita referência cultural, entre eles o Bambalalão, que também tinha o roteiro composto por uma oficina de artes, momento em que crianças eram escolhidas na plateia para participar da produção de brinquedos com material reciclado. 

Com o passar dos tempos e avanço das tecnologias, os brinquedos também passaram por mudanças e se tornaram muito atrativos para os pequenos que já não querem mais saber de ficar em casa com cola, tesoura e papel tentando montar um carrinho. Muito mais fácil ir até uma loja e comprar o ‘brinquedo pronto’ que viu na televisão. Aliás, a programação atual também é um caso à parte. Proposta educativa ou cultural é coisa rara (ou do passado)! Os canais dedicados aos pequenos são recheados de desenhos gringos que já chegam com um verdadeiro ‘pacotão’, ou seja, veja o episódio e compre o chinelo, o boneco, o caderno etc. dos personagens.  Isso tudo enche os olhos da criançada. “O brinquedo pronto reflete o olhar de um adulto, de uma indústria, de um saber específico. Existem brinquedos incríveis que ampliam e potencializam o imaginário infantil, assim como há também alguns com restrições de uso e respostas limitadas, que estão muito aquém das capacidades infantis. Ter em casa apenas o brinquedo industrializado pode restringir o intenso diálogo com o mundo proposto pela própria criança”, alerta a documentarista Renata Meirelles, do projeto Território do Brincar.

Diante desse cenário, algumas instituições e organizações tentam combater o tal consumo desenfreado de brinquedos industrializados para, por meio da bandeira da sustentabilidade, tentar resgatar e incluir na rotina das crianças, os brinquedos ecológicos. Segundo especialistas, não se trata de somente trocar toda a brinquedoteca, mas sim de fazer com que as crianças já cresçam com a tal da consciência sustentável sabendo que aquele brinquedo de madeira ou pano foi produzido, a partir de produtos que são reciclados ou que durante a produção não houve dano algum no meio ambiente. “Todo brinquedo tem uma função no desenvolvimento das crianças, mesmo isso estando oculto aos pais.  Optar por brinquedos ecológicos é uma oportunidade para desenvolvimento e conscientização para valores sustentáveis, formando futuros ecocidadãos. Logo, fabricação caseira de brinquedos sustentáveis, a partir do reaproveitamento de materiais deve ser priorizada por oportunizar uma diversidade de estímulos positivos na formação dos pequenos, uma vez que esta atividade sempre ocorre em momentos de interação familiar, comenta Brunno Santos, especialista em Educação e coaching e CEO do Centro Educacional Mundo da Criança.

Portanto, o negócio é deixar as crianças com a imaginação livre produzindo fadinhas de papel, soldados de palito de fósforo, robôs com caixinhas de creme dental e assim por diante. O que vale é incentivar cada vez mais a criatividade e deixar claro que, desta forma eles estarão contribuindo para que a natureza seja conservada e eles tenham sobras de árvores para descansar. “Qualquer brinquedo que se caracterize na sua produção pela utilização ou reutilização de materiais específicos e não agressão ao meio ambiente, poderá ser denominado ecológico”, reforça.

Muito além da brincadeira de roda!

Passa anel, amarelinha, barra manteiga, pular corda, jogar peteca, pião, bolinha de gude, cinco marias, estilingue, corda, carrinho de rolimã, pipa...você já brincou? Há alguns anos, as brincadeiras eram praticamente todas nas ruas, praças e outros espaços abertos. Era uma época em que brincar significava se sujar e voltar para casa ‘com terra até nos olhos’! Além disso, as crianças produziam seus ‘brinquedos’ com o que achavam ali na rua, como por exemplo, um galho de árvore caído que virava a espada, a folha da árvore que era usada como máscara, o pedaço de bola de borracha era o chapéu do rei, e assim todos eram muito felizes em suas brincadeiras. 

Não há como tirar as referências acima, dos atuais brinquedos ecológicos que acabam surgindo quase como um resgate da infância das gerações ‘mais velhas’. A diferença é que as crianças das regiões mais afastadas já nascem ‘com o pé na terra’ e sabendo que precisam respeitar a natureza. Eles desconhecem o consumismo sem limites dos grandes centros urbanos. Para eles, a felicidade está no carrinho de lata com roda de tampinhas, um brinquedo que não deixa de ser sustentável. 

Renata Meirelles | Crédito: Divulgação/ Território do Brincar

Por meio do projeto Território de Brincar, o casal de documentaristas Renata Meirelles e David Reeks percorrem, desde 2012, regiões afastadas para registrar as diversas formas de brincar das crianças. Os dois estão sempre em ‘missão’, onde realizam pesquisas de campo em comunidades ribeirinhas, periferias, comunidades, entre outros, onde as crianças não têm acesso aos brinquedos prontos.

“O Brasil é o país da diversidade e das inúmeras possibilidades de se viver. Isso podemos sentir no brincar das crianças. Há milhares delas inventando as mais diversas formas do brincar. Crianças que constroem carrinhos, barquinhos ou inventam com restos, sucatas e objetos da natureza. Criam casinhas, esconderijos, engenhocas, caçam insetos, calangos, tatu bolinha, ou seja, têm um imaginário rico, vasto e potente. Isso tudo é possível de se ver em todos os contextos e classes sociais. Há formas diversificadas de fazer coisas semelhantes”, pontua Renata.

A documentarista vive em constante pesquisa e os registros de brincadeiras são realizados em comunidades rurais, sertão, litoral, quilombolas, tribos indígenas, populações ribeirinhas, periferias, entre outros. No portal do projeto há uma série de vídeos com registros do trabalho, assim como os milhares de brinquedos e brincadeiras que existem Brasil a fora.  

Xing Ling ou Made in China: o não ecologicamente correto!

Você tem um brinquedo por perto? Dê uma olhada na etiqueta. Viu, ele é ‘Made in China’! Pois bem, todos nós estamos ‘carecas’ de saber que naquele país o trabalho é praticamente escravo e a matéria prima utilizada na produção de qualquer produto não recebe os devidos cuidados para que não sejam nocivos e isso é muito perigoso, principalmente no caso dos brinquedos que as crianças. Os donos das fábricas não estão nada preocupados com o meio ambiente poluindo rios, ar e as cidades. A maioria não respeita Leis tanto ambientais, quanto trabalhistas e os órgãos responsáveis ficam quase de mãos atadas, sem condições de controle algum. Mesmo assim, grandes marcas são ‘clientes’ destas fábricas. O que atrai é o preço e as réplicas de personagens dos filmes infantis são perfeitas e acabam agradando pais e filhos.

Crédito: Divulgação/ Território do Brincar

Sobre os fabricantes chineses todos sabem que há milhares de dados relacionados péssimas condições gerais, incluindo funcionários que moram no trabalho (sim, moram!), entre outras ‘aberrações’. Por isso é sempre bom saber o que há por trás de algumas marcas, produtos etc. Em 2013, o fotógrafo Michael Wolf mostrou para o mundo, em forma de exposição fotográfica chamada The Real Toy Story (que quer dizer, ‘A verdadeira História dos Brinquedos', referência ao filme de mesmo nome), a realidade dos milhares de funcionários chineses. As fotos são chocantes e chegam a mostrar alguns deles dormindo embaixo das estações de trabalho em cima de papelões. 

Ou seja, não é o maior barato pagar barato por xing lings!

Produção do bem: resgatando a infância de maneira consciente e sustentável

Há milhares de crianças no país, que nunca ganharam um presente de Natal, Dia das Crianças, Páscoa, aniversário ou qualquer outra data. Elas vivem em abrigos, nas ruas ou moram com as famílias em comunidades muito carentes e não têm acesso a praticamente nada relacionado ao universo infantil, muito pelo contrário. Geralmente ficam expostas e vulneráveis a todo o tipo de situação ou ação de pessoas que aproveitam a fragilidade para inseri-las no mundo das drogas, roubo e prostituição. 

Uma forma de contribuir para amenizar a exposição delas em situações de risco e fazer com que realmente vivam a infância que têm direito pode ser iniciando um projeto que insira o brincar nas vidas dessas crianças, seja realizando oficinas para a produção de brinquedos ou presenteando-os com as peças criadas com seu grupo. A ação consistiria em não somente ‘dar um presente’, mas sim mostrar para a criançada, de forma lúdica, a importância da reciclagem dos objetos, preservação do meio ambiente possibilitando entendimento e, ao mesmo tempo, acesso a um brinquedo que pode ser produzido por elas. 

Que tal iniciar ano já com uma proposta do bem?

Pesquise instituições faça contato e inicie a produção dos brinquedos ou elabore um calendário de oficinas. Desta forma você estará contribuindo para a formação e transformação das vidas de muitas crianças que ainda não souberam o que é ter infância!

Curiosidade

Brinquedo ecológico x brinquedos sustentáveis* 

Os brinquedos ecológicos vendidos em algumas lojas são produzidos normalmente em escala industrial. Já os brinquedos sustentáveis, além de serem feitos com material reciclado ou reaproveitado, o que é bom para o meio-ambiente, são produzidos em escala artesanal por comunidades de baixa renda e com dificuldade de acesso ao mercado. Desta forma ‘carregam’ benefícios ao meio-ambiente e também o benefício social. Há também o fato de que ser artesanal torna cada peça um brinquedo único.

Crédito: Divulgação/ Território do Brincar

Os brinquedos que levam o rótulo de sustentáveis ou ecológicos e que são produzidos em larga escala são geralmente mais caros que os demais, exatamente por incluir mais elos na cadeia de produção e exigências como: matérias primas renováveis, papel e madeira precisam ser coletados e tratadas antes de serem reutilizados e todo o processo envolve mais pessoas, o que o torna mais caro.

 

Fazendo brinquedos sustentáveis

Há, na internet, uma infinidade de sites que mostram como confeccionar brinquedos divertidos com materiais muito simples e que, mais importante,  trazem as crianças para um conceito de brincar mais imaginativo e instigante.

Aqui, deixamos um deles:

Brinquedos sustentáveis - para fazer em casa com as crianças

Aproveite o Natal e presenteie crianças com algumas dessas sugestões!

 

4/Dez - Sexualidade e Saúde: Métodos Contraceptivos

... a camisinha furou?

Saiba quando o corpo está preparado para receber uma gestação e quais os métodos para evitar uma gravidez (que pode ser) de risco ou precoce! 

Antes de iniciarmos esta ‘conversa’, você saberia responder o que são métodos contraceptivos? Pois bem, trata-se de toda a ação que tem como objetivo impedir ou reduzir as chances de uma mulher engravidar, após uma relação sexual. O mais conhecido entre os jovens é a camisinha que é reconhecida pelo meio médico como ‘método de barreira’, que também tem a função de impedir o contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST. 

O número de adolescentes grávidas só tem aumentado em todo o país. Em 2013, a Organização das Nações Unidas – ONU divulgou dados em um relatório que mapeou gravidez na adolescência.  Segundo o documento, em 2011 foram registrados mais de 400 mil casos de jovens, entre 15 e 19 anos, que ficaram grávidas sem planejar. No mesmo ano, 25 mil meninas de 10 a 14 anos deram à luz. Este é o reflexo e confirmação de que há déficit de informação sobre métodos e maneiras de evitar uma gravidez. Muitas jovens não recebem orientação de forma correta ou de especialistas e acabam buscando na internet ou tendo experiências de amigas próximas como referência. 

“Meninas e meninos devem se prevenir em toda e qualquer relação sexual visando evitar uma gestação indesejada e também, as DST. Não há um método mais indicado para as adolescentes. Deve-se avaliar cada caso como contraindicações de medicamentos, caso a gestante tenha alguma doença, entre outros fatores. Um dos erros mais comuns é o uso frequentemente da pílula do dia seguinte como método contraceptivo. O medicamento é eficaz quando ingerido nas primeiras 72h após a relação desprotegida e só deve ser utilizado em caso de emergência e não como método regular”, alerta a Dra. Eline Maria Stafuzza Gonçalves, médica do Ambulatório de Ginecologia da Infância e Adolescência da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo.

Segundo a doutora, não há idade correta para engravidar. Ela explica que, logo após a puberdade, o corpo físico está apto, porém gestação em adolescentes deve ser considerada de alto risco, uma vez que a maior incidência de hipertensão, entre outros tipos de problemas durante a gravidez ocorrem nesta fase. “O ideal seria se todos os adolescentes tivessem acesso a informações corretas e aulas de Educação Sexual nas escolas, antes do início da vida sexual, que tem ocorrido de forma cada vez mais precoce”, comenta. Além dos problemas relacionados à saúde, fatores psicossociais como abandono de escola, trabalho e até da família devem ser levados em consideração, no caso de uma gravidez na adolescência." 

A pílula anticoncepcional: eficácia e efeitos colaterais 

A ginecologista alerta para a informação de que a pílula anticoncepcional não é superior em relação aos outros métodos. “Ela pode apresentar vantagem em custo, uma vez que pode ser retirada em postos de saúde. A desvantagem está relacionada ao esquecimento na tomada diária. Há no mercado, pílulas combinadas de 28, 24 e 21 comprimidos. Toda medicação via oral deve ter horário certo para ser ingerida. O esquecimento ou atraso diminuirá a eficácia. Algumas medicações podem interferir na ação do anticoncepcional. Portanto, qualquer tratamento paralelo deve ser informado ao ginecologista e a usuária da pílula pode se garantir utilizando simultaneamente, um método de barreira como a camisinha”, alerta. 

Há muitos mitos relacionados ao uso do anticoncepcional, entre eles o de que provocam o câncer de mama. Segundo a especialista, isso não é verdade. Porém, como se trata de um medicamento de forte composição hormonal, pode levar a irregularidades no período menstrual, tanto de intervalo, quanto de fluxo. “Como toda medicação, a pílula anticoncepcional tem contraindicações e efeitos colaterais, entre eles o aumento de chances em desenvolver fenômenos tromboembólicos, como a trombose de membros inferiores, por exemplo”, explica. 

Os métodos contraceptivos estão disponíveis, porém, para iniciar o uso é necessário passar por uma consulta médica com especialista, ginecologista ou obstetra, para que seja feito acompanhamento e a aplicação seja realizada de forma correta. A dica é válida também para as adolescentes grávidas que devem comparecer religiosamente às consultas mensais de pré-natal. Elas são importantes para a detecção de algo com o bebê ou a mãe e para que providências  possam ser tomadas em tempo hábil.  Portanto, deixe a timidez de lado e consulte um médico sempre! Uma conversa esclarecedora pode salvar uma vida. 

ATENÇÃO!

O mais importante para a adesão a um tipo de método é que a adolescente tenha consciência de todos os contraceptivos disponíveis, suas vantagens e desvantagens, suas peculiaridades para que, juntamente com o ginecologista, ela escolha o melhor.

...e para os meninos? 

Quanto aos garotos, a camisinha é o mais difundido e o mais importante pois além da contracepção também protege contra DST. Outro método é a vasectomia, porém este tem indicação em casos de contracepção cirúrgica (definitiva). O procedimento é indicado para homens acima dos 30 anos e que têm mais de dois ou três filhos e que com planejamento familiar já definido. O procedimento segue Leis Federais. 

Conheça alguns dos Métodos Contraceptivos 

Coito interrompido e Tabelinha: esses não devem ser estimulados por terem baixo poder contraceptivo se comparados aos outros métodos, quando utilizados isoladamente. 

O uso de contracepção na adolescência ou na fase adulta não altera a sua fertilidade. 

Hora H!

Entre os meses de outubro e novembro, os Jovens Aprendizes do Espro São Paulo receberam informações sobre todos os temas relacionados a sexualidade, por meio de palestras, oficinas, entre outras ações, do programa Hora H, que foi desenvolvido e realizado por profissionais técnicos da instituição com apoio e participação de convidados.  Gravidez na adolescência, DST, métodos contraceptivos, entre outros temas foram abordados e discutidos com os participantes. 

Durante as atividades, os jovens tiveram acesso a informações e ainda puderam esclarecer dúvidas de assuntos que geralmente não são tratados com os pais por constrangimento ou porque não querem falar ‘sobre isso’ em casa. Em determinadas situações, os grupos foram divididos por gênero para que as garotas ou garotos ficassem mais à vontade para fazer as perguntas.

Atenção, jovens! Deixem a vergonha de lado e busquem sempre informações dentro de casa ou com um especialista no assunto. O que não pode é ficar com dúvidas que podem se transformar em problemas!

4/Dez - Coral Espro se prepara para a tradicional apresentação nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo

Com cordas vocais devidamente ‘amaciadas’, alunos da Formação para o Mundo do Trabalho e Programa Jovem Aprendiz já ensaiam as músicas que serão apresentadas, no dia 15 de dezembro, em frente ao Theatro Municipal de São Paulo. Sob a regência do maestro e instrutor Jaconias Vieira, cerca de 300 jovens já estão com as letras decoradas e melodias bem guardadas para encantar a todos que estiverem na região central de São Paulo. 

Coral Espro é uma atividade do projeto Oficinas de Arte e Cultura que oferece aulas gratuitas de dança, canto, violão e interpretação aos jovens. Em 2015, alunos preparados por Jaconias fizeram apresentações durante as cerimônias de formatura das turmas de FMT e ainda cantaram para colaboradores da Whirlpool, durante realização de evento interno. 

Este já é o quinto ano consecutivo, que jovens do Espro estrelam a apresentação natalina que já foi destaque nos principais noticiários da televisão com transmissão ao vivo. Mais do que ensinar a interpretar canções, a atividade está inserida na programação do curso FMT como forma de trabalhar respiração, entonação de voz, postura, entre outros pontos importantes que podem contribuir para melhor desempenho no ambiente corporativo, desde como se comportar em uma apresentação de trabalho, comunicar-se com os demais, controlar a ansiedade, entre outros. 

Se você trabalha ou mora nas proximidades do centro de São Paulo, não pode perder a linda e tradicional apresentação que encanta, a cada ano, o Natal dos paulistanos. Convide amigos e familiares para participar da celebração natalina mais esperada do ano!

4/Dez - Comportamento: Balada X Estimulantes

“20 a 25% dos jovens que utilizam estimulantes desenvolvem dependência química e podem causar sérios danos ao cérebro!”

Os adolescentes estão iniciando mais cedo a vida sexual, assim como no universo das baladas, bebidas e afins. O álcool é presente em qualquer tipo de comemoração e, claro, seguido de algumas substâncias tóxicas, entre elas remédios de uso e venda controlados e estimulantes. 

A frase no título acima é do psicólogo Waldemar Magaldi Filho que tem atendido em seu consultório pacientes com idades entre, 20 e 30 anos, já com problemas relacionados a dependência. Segundo o especialista, os jovens estão totalmente sem controle no uso de substâncias para se manterem por mais tempo acordados em baladas e, no caso dos garotos, manter a performance sexual durante longo período para impressionar as meninas. Tal comportamento é justificado com a questão da aceitação no grupo, ou seja, ‘mostrando certo poder ou sendo o melhor serei respeitado’. 

“Sempre houve certo fascínio pelo estado alterado de consciência, na história da humanidade. Nossa sociedade hoje está cada vez mais competitiva. Na televisão, já estão incluindo até crianças em diversos tipos de competições como nas versões brasileiras dos programas MasterChef, The Voice, entre outros. Daqui a pouco teremos uma versão júnior do reality Big Brother Brasil. Vemos mais o ‘espírito competitivo’ do que o ‘cooperativo’ e isso estimula cada vez mais a fantasia em conseguir substâncias que dão poder de beleza, performance sexual, para ficar mais tempo acordado, entre outros comportamentos. Eu digo que tudo não passa de um efeito Popeye retardado, que consiste em ‘vamos comer espinafre para termos o poder’. O cachimbo do personagem já pode ser visto no utensílio utilizado para fumar o craque, por exemplo”, pontua o especialista.

“Qualquer acontecimento é motivo para os adolescentes acenderem um cigarro de maconha e ficarem descolados! Porém, eles não sabem o quanto isso é prejudicial e as consequências que podem acarretar, uma vez que, até os 21 anos, o cérebro ainda está em desenvolvimento. Logo, lesões irreversíveis podem ser provocadas pelo uso frequente de drogas de qualquer tipo”, alerta. Além de distúrbios cerebrais, o uso intensivo de substâncias sintéticas pode causar também danos irreparáveis em órgãos como rins ou fígado. 

Alerta para o Fundo do poço! 

‘They tried to make me go for rehab but I sad, no...no..no...’. Era o que cantava Amy Winehouse, no refrão da música que a levou para o sucesso em todo o mundo,

. Pois bem, os pais até tentaram, por muitas vezes, a fazer largar tudo aquilo, mas ela não deu importância. “Os pais da cantora, de tanto insistirem sem ter sucesso para tirar a filha daquele precipício no qual se afundava, decidiram dar mais um tempo e tudo acabou em um caixão. A relutância da cantora em continuar a usar as substâncias e o álcool era tanta, que até música ela fez contando a saga para sair da dependência. A maioria dos jovens acha que está sempre certa em tudo e nosso papel, enquanto pais, é o de vigiar para que não tenham uma experiência irreversível ou fatal. A intervenção deve ocorrer de forma ostensiva e involuntária”, alerta. 

Tudo começa com o que o especialista chama de “kit babaca” e, segundo ele já é oferecido como forma de ‘esquenta’, nas baladas. O mesmo é composto de vodka, energético, êxtase, Viagra e para ter um momento relax, depois de tudo isso, um cigarro de maconha. Depois de todo esse estímulo, em pouco tempo, todos já estão buscando por algo mais forte para serem vistos como descolados e não deslocados. Porém, a ingestão da combinação acima é muito perigosa, pois trata-se de dois estímulos antagônicos, ou seja, o álcool que tira totalmente a glicose do organismo e os energéticos que são compostos de substâncias como a taurina e as demais substâncias, que estimulam o sistema nervoso. Elas ‘brigam’ dentro do organismo e causam danos como a falta de senso crítico, o que faz muitos jovens não terem limites nos relacionamentos, chegando a manter relação sexual com mais de um parceiro na mesma noite, entre outras reações. 

O psicólogo ainda comenta que os jovens não conseguem mais manter um relacionamento com algum vínculo ou troca. “Tudo hoje é muito superficial nada mais tem valor, senão o momento performático que ele irá proporcionar aos colegas. Por mais informação que tenham sobre as drogas e seus impactos e consequências, eles vão usar, pois assim como tudo está ligado a um consumo e status no meio em que vivem, esse é mais um item da relação consumista”, pontua. Magaldi faz um comparativo com o passado, quando nossa cultura materialista dizia que era necessário ter para ser. Ele aponta para o detalhe de que, os jovens da geração Y e Z, já sabem que o ter é impossível, então hoje querem aparecer para ser. “Esta é a época do espetáculo e não importa de que forma será realizado. Ele diz que os estimulantes são para os jovens, espécies de amuletos que garantem a performance. Logo, se eles os perdem se veem como miseráveis, ou seja, valorizam mais o estimulante do que a eles mesmos!”

O especialista alerta para o fato de que a própria sociedade está totalmente viciada e, ao invés de entender e ouvir primeiro os problemas, preferem já aplicar drogas para saná-los. Ele destaca um período de abuso no uso de ritalina, um estimulante utilizado no tratamento de crianças com déficit de atenção, hiperatividade, entre outros. “Essa substância, nada mais é do que cocaína modificada em uma molécula e foi usada em alta escala, não somente para tratar algo. Tudo se resume a ‘tomar remédio’, seja para ficar forte, musculoso, ficar feliz etc. Isso tudo é muito perigoso”.

"Devemos todos ficar muito atentos e os jovens precisam refletir sobre questões relacionadas a competições, que estão cada vez mais presentes nas vidas deles. Algo catastrófico pode ocorrer no futuro. É recomendável tentar enxergar, o que realmente vale a pena, antes de pular e cair de cabeça em um precipício”, conclui. 

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