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30/Out - Dica Cultural: Professora registra rotina de página pessoal em livro e recebe prêmio de Literatura Juvenil

Um blog que virou livro 

Para esta edição selecionamos uma dica muito bacana! Quem nunca se deparou com acontecimentos e disse: “Nossa, isso poderia virar um livro!”? Pois foi o que a professora Elika Takimoto fez. Ela, que já registrava situações diversas do dia a dia em uma página pessoal na internet decidiu reunir tudo em um livro de crônicas com o título Minha Vida é um Blog Aberto. 

No final de 2014, a autora foi destaque com sua obra, no Primeiro Prêmio Saraiva de Literatura e Música e foi uma das vencedoras, na categoria Literatura Juvenil. Ela concorreu com mais de 4 mil inscritos e foi premiada com três outros participantes. Elika ainda mantém o blog que tem o mesmo nome e originou o livro premiado. As crônicas levam toques de humor e ao mesmo tempo expõem a sensibilidade da autora que em situações que, mesmo sendo as mais banais, se tornam interessantes e divertidas. 

Gostou da dica? Se você tem um blog ou escreve crônicas e afins peça para seu instrutor colocar o link da sua página ou alguns dos seus textos no Blog do Espro com a tag minhavidaeumblogaberto na publicação. O primeiro que fizer este post, ganha um exemplar do Minha Vida é um Blog Aberto, da Elika Takimoto.  

Ficha Técnica

Minha Vida é um Blog Aberto

Autor: Elika Takimoto

Editora: Saraiva (2015, 1.ª edição, 112 páginas)

Preço: R$ 21,90

   

 

30/Out - Brasil é o segundo país com pessoas conectadas no Tinder

Aplicativo que permite aproximação de pessoas soma um milhão de matches por dia e São Paulo é a cidade com o maior número de usuários

Na década de 90, as salas de bate-papo eram os principais meios para quem procurava novas amizades ou alguém para se relacionar. Por meio de um ambiente, onde era possível entrar em ‘salas virtuais’, o internauta entrava em uma delas, de acordo faixa etária escolhida e então iniciava uma conversa com algum participante que podia, em seguida, caso houvesse interesse, chamar para uma ‘conversa particular’, algo como o inbox atual. Nos dias atuais, a nova ‘febre’, depois dos perfis em redes sociais são os aplicativos disponíveis para smartphones com o objetivo de aproximar pessoas em todo o mundo. Entre eles está o Tinder, lançado em 2012 e que já tem o Brasil como segundo país com pessoas conectadas. “Os brasileiros são entusiastas de novas tecnologias, adoram as redes sociais e conhecer pessoas. Porém, não estão acostumados a realizar a aproximação online. Quando começamos a mudar este pensamento, o aplicativo veio para quebrar as regras e se tornou parte da rotina das pessoas. O uso entre homens e mulheres é bastante relevante e o Brasil é o segundo maior mercado do aplicativo no mundo. A ideia de usar o smartphone para realizar conexões por meio de um aplicativo divertido se tornou viral e hoje somos o segundo país com mais usuários na plataforma. Os cadastros cresceram 5% nos últimos meses”, comenta Rochane Garcia, gerente de marketing do Tinder no Brasil.

Não basta somente encontrar pessoas, mas sim ‘dar liga’, uma espécie de “rolar química” ou, na linguagem do aplicativo, match (que inglês significa que combina ou corresponde). O Tinder oferece diversas ferramentas para que os usuários atinjam matches. Há também opções dos planos pagos, chamados VIPs para que tenham acesso a perfis até mesmo de famosos e demais pessoas públicas. 

Sorria, você está no Tinder

Para encontrar o par ideal ou atingir matches em aplicativos de relacionamento como o Tinder há duas dicas essenciais que podem fazer do perfil um sucesso. Confira:

• Os usuários devem sorrir: 83% dos usuários do Tinder sorriem em pelo menos uma das fotos do perfil. Os que sorriem são considerados mais agradáveis e amigáveis do que aqueles mais sérios nas fotos de perfil;

• Mulheres que usam maquiagem têm 55% mais chances de serem curtidas pelos pretendentes do que aquelas que preferem o look mais natural. As que usam muita maquiagem também têm 26% mais chances de serem curtidas do que aquelas usando pouca maquiagem.

Aplicativos e sites para outros públicos

Os evangélicos também navegam e buscar pares em sites e aplicativos de relacionamento. O Divino Amor, fundado em 2009 e já considerado “maior site de relacionamento cristão do Brasil” contabiliza, por mês, cerca de 40 mil novos usuários. Atualmente, a marca lançou aplicativo Android e recebe de dois a três testemunhos de casamentos e noivados, mensalmente. 

Gays podem encontrar pares em aplicativos diversos, entre eles o G Encontros, o pioneiro com foco no público LGBs da América Latina. 

ParPerfeito, o site mais popular entre todas as faixas etárias existe há 15 anos e já conta com 30 milhões de usuários e entre os principais diferenciais está a excelência tecnológica, que permite buscas detalhadas por critérios específicos dos perfis cadastrados. O cadastro também é gratuito, porém há planos pagos para quem deseja ter acesso a ferramentas exclusivas.

 

Atenção: frequência excessiva em redes de relacionamento pode ser prejudicial!

Como tudo em excesso pode causar algum problema, a busca frenética por um par ou amizades em ambiente virtual pode levar para alguns perigos, conforme listou a consultora Letícia Radaic:

1- Dificuldade em expressar sentimentos de maneira sincera pessoalmente;

2- Apego ao que é possível mostrar ao outro não ao que se é de verdade;

3- Ilusão e distorção da própria realidade;

4- Fuga de conflitos internos;

5- Introspecção excessiva;

6- Dificuldade de lidar com pessoas na vida real.

“Passar tempo demais no mundo virtual somente aumentará aquilo que a pessoa já é na vida real. Se ela for egocêntrica, ficará ainda mais egocêntrica; se for conflituosa isso também potencializará. Pois na vida virtual ela facilmente "deleta" relações que causam desconforto, criando um mundo só seu onde tudo acontece do jeito que quer. Esta relação à distância pode também ser identificada na escrita das pessoas, pois se trata de um comportamento padrão. Em sua caligrafia, a personalidade descrita acima tem tendência a ter letra pequena e apertada entre si, mas com grandes espaços entre palavras. Identificando assim a introspecção, o pensamento excessivo, e ao mesmo tempo a vontade de estar próximo aos demais, explica ela que também é grafóloga.

 

30/Out - Sexualidade e Saúde: Impactos da Gravidez na Adolescência

Para especialista, a melhor forma de alertar os jovens seria a implantação da disciplina Educação Sexual nas escolas

Dados divulgados no relatório Situação da População Mundial 2013, no final de 2014 e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apontavam para um problema que ainda é frequente: a gravidez precoce. De acordo com os números apurados, todos os dias, cerca de 20 mil adolescentes dão à luz, antes de completar 18 anos, sendo que, deste universo, 200 morrem por complicações durante a gestação ou parto. A cada ano, 7,3 milhões se tornam mães, sendo 2 milhões, menores de 15 anos. Ainda de acordo com o documento, este último número pode atingir a marca de 3 milhões, até 2030.

O Brasil compõe as estatísticas acima, incluindo a tendência de aumento nos índices de meninas que se tornam gestantes, cada vez mais jovens, sem informações e cuidados devidos. “A escola deveria ter um papel fundamental no alerta para os impactos de uma gravidez precoce, incluindo a disciplina Educação Sexual no programa curricular. Porém, muitos pais e também escolas são resistentes, pois enxergam a ação como estímulo para que as crianças iniciem precocemente a atividade sexual, sendo que na verdade seria um meio de orientá-los a questões sobre sexo, assim como promoção da saúde”, pontua Dr. Edmund Baracat, coordenador do Centro de ginecologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e professor-coordenador da Faculdade de Medicina da USP. 

Segundo o especialista, o que tem contribuído para o aumento nos índices de gravidez na adolescência é o fato de que os jovens estão iniciando a vida sexual muito cedo e sem devidas orientações sobre os cuidados que devem ser tomados. No caso das meninas, em fases como a da menarca (primeira menstruação) e, durante a gestação destacar a importância em comparecer ‘religiosamente’, às consultas do pré-natal. “A jovem deve receber orientação precocemente, a partir do primeiro período em que menstruar. Seria muito importante que fosse a um ginecologista para receber todas orientações sobre como se proteger e evitar as Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST. Uma simples informação sobre o uso do preservativo que tem a função de dupla proteção já sanaria muitos problemas”, alerta Dr. Baracat.  

O médico ainda alerta para o fato de que os garotos não têm se preocupado com a questão da prevenção, seja de uma gravidez ou doenças: “O menino é mais relaxado com essas questões da saúde. Logo, cabe às meninas, o hábito de levar preservativos na bolsa, pois como eles mesmos dizem, ‘nunca se sabe o que vai acontecer’. Hoje, quem cuida da mulher é a própria mulher”, alerta. 

Impactos da gravidez na adolescência  

Os impactos de uma gravidez na adolescência têm abrangência psicológica, física, entre outros. “O organismo de uma menina já está apto para receber uma gravidez, aos 12 e 13 anos. Porém é indicado que a gestação deva ocorrer somente quando a mulher estiver madura, o que chamamos de gravidez responsável. Tanto precoce, quanto tardia, ela irá oferecer mais riscos de intercorrências. Em ambas situações há propensão maior em desenvolver um quadro de hipertensão resultando em ter a pré-eclâmpsia, na gestação ou no parto impactando também no feto. Então, o ideal será sempre a prevenção”, explica o Dr. Baracat. O médico alerta para a importância do acompanhamento comparecendo às consultas mensais de forma rigorosa para evitar problemas antes, durante e depois do parto. 

Além das consequências na saúde, a gravidez precoce pode causar uma série de transtornos na vida de um jovem como interromper o plano escolar e de carreira, além de iniciar situações de conflito familiar, entre outros. “Jovens gestantes podem se tornar inseguras, quando não têm apoio dos parceiros que não assumem a paternidade por ter considerar a relação casual. Também há a recusa dos pais, que em alguns casos até colocam as adolescentes para fora de casa. Tudo isso pode resultar em transtornos psicológicos na gravidez e depressão pós-parto”, aponta o especialista. Ele ainda comenta que, mesmo com todo o esforço do Governo para diminuir os índices de gestação na adolescência, no Estado de São Paulo, ainda é comum ver adolescentes na segunda gravidez. “Não só casos de gravidez precoce, mas também a incidência de HIV tem aumentado por falta de informação e proteção. Por isso digo que a escola teria um papel fundamental no esclarecimento e alerta aos jovens. Tudo é uma questão de educar para que vivam a vida com qualidade e segurança”, conclui. 

Métodos anticoncepcionais

Há alguns métodos que podem ser adotados pelos adolescentes para evitar tanto gravidez, quanto das DSTs e todos devem ser acompanhados por um especialista para que saibam a maneira correta e em qual fase da vida podem ser adotados:

•Camisinha masculina ou feminina: deve ser usada em todas as relações sexuais e oferece dupla proteção (protege de doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e da gravidez não desejada);

•Pílulas combinadas e a injeção mensal (podem ser aplicadas, desde a primeira menstruação);

•O Dispositivo Intrauterino – DIU pode ser usado, porém há risco de ser expulso do organismo das que nunca tiveram filhos. Este método não protege contra o vírus HIV e demais DSTs.

Evento no Espro São Paulo

De 26 de outubro a 13 de novembro, o Espro São Paulo, deu início ao programa Hora H, com o intuito de oferecer aos Jovens Aprendizes oficinas e palestras sobre sexualidade,  amor e consequências. O objetivo é conscientizá-los e orientá-los sobre sexualidade e os cuidados com o corpo e a saúde, minimizar a incidência de gravidez na adolescência e gerar maior conhecimento sobre os assuntos, a partir de um espaço de escuta e apoio nas questões não tratadas pelos familiares. 

30/Out - Empreendedorismo Sustentável: modalidade de negócios com foco em inovação e função social para o desenvolvimento da economia

Não há uma definição específica para o termo Empreendedorismo Sustentável, atividade que tem sido cada vez mais destaque em modelos de negócios e também adotado por grandes empresas como forma de relacionamento com seus públicos. Estudiosos e praticantes afirmam que a função social nas iniciativas é uma das características para identificar esta forma de empreendedorismo. “O empreendedorismo sustentável possui algumas características próprias, como por exemplo, não se referir aos empreendimentos ligados à subsistência. A outra é seu grande conteúdo de inovação. O desenvolvimento do conceito está relacionado ao crescimento da consciência socioambiental, a partir da Rio-92, conferência da ONU realizada no Rio de Janeiro em 1992. Desde então, o capitalismo vem sendo desafiado a dar novas respostas para problemas recorrentes”, explica o jornalista Rosenildo Ferreira.

“Todo brasileiro já nasce empreendedor, por necessidade. A sustentabilidade entra no modelo de negócio, baseado no colaborativismo e na extração do máximo potencial das ferramentas digitais. No meu caso acabei evoluindo por esta vertente, por acreditar que o futuro começa agora, em meio aos desafios vividos pelo jornalismo, assim como a forma de veicular notícias”, explica. O jornalista é um empreendedor sustentável. Ele uniu a trajetória como colunista de sustentabilidade e repórter de negócios para iniciar uma carreira empresarial com o Projeto Colaborativo 1 Papo Reto – uma plataforma de mídia baseada na promoção do debate da sustentabilidade e na divulgação das boas práticas. 

Para ele, a atuação como empreendedor sustentável pode ser identificada em profissionais que atuam em áreas diversas como o professor, na sala de aula, o pesquisador, no serviço público ou privado, na internet com um blogueiro ou em alguém que invista milhões em negócios inovadores. Não há um perfil ou segmento de negócios específicos. “Muitas vezes não é o que se faz, mas sim como se faz. Esse tipo de empreendedor ou a atitude empreendedora estão ligados ao desenvolvimento da economia em bases diferenciadas”, pontua. 

O empreendedorismo sustentável pode ser uma forma para os jovens que tenham interesse em iniciar um negócio. Ferreira alerta para que a ética seja um componente fundamental das atividades do negócio. “É preciso ficar claro que não existe atalho, jeitinho ou algo parecido neste segmento. Tem de trabalhar duro e fazer as coisas com consciência e grande conteúdo de inovação. O propósito é um componente importante, assim como ocorre em toda atividade empresarial. Porém, neste caso trata-se de um propósito de vida, que vai além do óbvio ‘ganhar dinheiro e sobreviver’. Ele pode ser sintetizado com a vontade de deixar um legado e realmente fazer a diferença”, alerta.

Não há receita para se tornar um empreendedor sustentável. “A forma mais fácil é ter disposição para o trabalho duro e enxergar abordagens novas para problemas antigos. Aquisição de repertório técnico e intelectual é fundamental. Muitos negócios de grande porte começaram a partir da leitura de notinhas em jornais e revistas, caso da marca Red Bull ou em trabalhos acadêmicos de conclusão de curso como FedEx, TerraCycle, entre outros exemplos. É preciso ficar atento ao que acontece ao seu redor e não ter medo de arriscar, sempre com consciência. Não é fácil e nunca o será. Isso vale não somente para o Brasil”, alerta. 

Aos jovens interessados em investir no empreendedorismo sustentável, o jornalista pontua algumas necessidades importantes como muita leitura e pesquisa. “As agências de fomento e instituições que incentivam o empreendedorismo e os negócios na área da Economia Criativa são boas fontes de informação. Há também livros sobre o tema, seções de jornais, revistas e os programas de TV que abordam os negócios e a ciência de um jeito diferenciado”, conclui. 

Atualmente, os jovens têm iniciado projetos interessantes com inovações em áreas como Saúde, Educação, entre outras, por meio de start ups ou atividades colaborativas. Logo, se continuarem seguindo na linha da pesquisa, esta geração pode contribuir muito para o desenvolvimento do país.

Histórias Inspiradoras

Quer saber mais sobre empreendedorismo sustentável e conhecer histórias reais? Ferreira acaba de lançar o livro Histórias Inspiradoras, onde apresenta perfis e atitudes de 50 empreendedores sustentáveis de diversas partes do país para onde ele viajou e entrevistou pessoalmente todos eles. 

 

Tem interesse em ‘partir’ para o empreendedorismo sustentável? O autor pontuou algumas dicas para os leitores do Se Liga, Aprendiz!:

 


30/Out - Curso de Letras: licenciatura e áreas de atuação

Como dizia o apresentador Chacrinha, há algumas décadas: “quem não se comunica, se trumbica! ”

Houve um tempo, em que quando alguém perguntava para uma criança o que ela queria ser quando crescer, principalmente menina, a resposta era: “eu quero ser professora”! O desejo de algumas garotas era dar aulas e então, logo depois da etapa do Ensino Fundamental (antigo ginásio), elas buscavam o Magistério, no lugar do “Colegial Regular”, hoje Ensino Médio. Nesta etapa era iniciado o processo de preparação para a graduação em Letras e conquista da licenciatura para dar aulas em colégios ou universidades. Porém, nos dias atuais, a realidade dos profissionais que escolhem atuar na área do Ensino Público é outra. Os déficits educacionais e grandes problemas relacionados à violência que ocorrem diariamente têm feito com que muitos percam o encanto em lecionar e sigam outras carreiras.

Com os avanços atuais nos meios digitais, os cursos de graduação buscados pelos jovens já são mais voltados para a Tecnologia da Informação e com isso, os demais, incluindo a áreas de Humanas, tão importantes para a formação intelectual dos indivíduos vão sendo esquecidos. Exemplo disso é o curso de Letras, que já teve seu momento de auge, mas hoje passou a ser a segunda opção de muitos que buscam mais conhecimento cultural ou querem aprender sobre idiomas.  

“Hoje temos as multimídias. Não tiro créditos de maneira alguma sobre as formas que os jovens utilizam para se comunicar nas diversas plataformas, uma vez que lhes permitem conexão ao mundo, em segundos. Porém, a formação do conhecimento ainda é realizada por meio da língua falada e escrita. Em sala de aula, por exemplo, essa fonte é o professor que com sua ‘bagagem’ irá trabalhar o desenvolvimento psicomotor de uma criança, por exemplo. O jovem é imediato, mas não pode ser assim, pois conhecimento é adquirido de forma gradativa. A figura do professor é altamente necessária para conduzir uma outra instância do conhecimento”, explica Ana Maria Nascimento Damiani, coordenadora do curso de Letras On-line da Universidade Anhembi Morumbi

Segundo a coordenadora, o curso de Letras é procurado nas universidades como segunda graduação e por uma faixa etária que varia entre 25 e 30 anos, quando o aproveitamento dos estudos é melhor. Ela ainda conta que isso tem ocorrido por conta das exigências dos processos seletivos no mercado de trabalho, que consideram um candidato com o domínio da escrita e conhecimento de idiomas.

Para quem optar em fazer o curso deve gostar muito de ler e escrever. “É essencial que o aluno tenha afinidade em estudar idiomas, conhecer culturas de outros povos e principalmente gostar de ler ou, pelo menos, seguir a média do leitor brasileiro que é de quatro a cinco livros lidos no ano para que ele progrida. Um índice baixo, mas para Brasil, onde a população não tem o hábito, já é significativo”, comenta. 

Licenciatura 

A graduação em Letras oferece as opções de Bacharelado e Licenciatura e isso vai depender do projeto de cada universidade. O mais comum é o curso no formato Língua Portuguesa com ênfase em Língua Portuguesa, que abrange conhecimentos desde a história da gramática, as Literaturas brasileira e portuguesa, entre outras disciplinas. Segundo Ana Maria há hoje uma forte procura de curso que ofereça também aulas de Língua espanhola, incluindo também a Literatura, diante da forte presença do idioma no mercado de trabalho atual.  

Para quem pretende lecionar, a maioria dos cursos oferece a licenciatura, após quatro anos. Depois deste período é possível dar aulas em escolas e universidades. “Precisamos de professores melhores preparados para que possam transmitir aos alunos, conhecimento e linguagem de forma adequada. Ele será um professor de Comunicação com cultura vasta, inclusive no que diz respeito ao conhecimento do indivíduo como um todo para a formação do cidadão. Portanto, esse futuro professor deve se dedicar às aulas e, principalmente conhecer a realidade dos alunos para indicar leitura, pois quando não existe o hábito na formação familiar, cabe ao educador transformar os alunos para que passem a ler. Ele pode iniciar isso levando-os para visitar uma biblioteca ou livraria, por exemplo. Professor que lê pouco, não saberá identificar as necessidades dos alunos, sequer indicar livros”, ressalta a coordenadora. 

Muito Além da Sala de Aula

Está enganado quem pensa que o objetivo da graduação em Letras é ‘formar professor’. O curso pode ser opção para quem busca novas colocações no mercado e é porta de entrada para diversas áreas de atuação, além da sala de aula. As colocações ocorrem em editoras, agências de publicidade, emissoras de TV e rádio, departamento de comunicação de empresas privadas, entre outras que exigem domínio da Língua Portuguesa escrita e falada. “A comunicação hoje é tudo e o curso de Letras é bem-vindo. O mercado é bem amplo, porque forma um profissional que é estudioso da Língua Portuguesa, Idiomas, Literaturas e demais culturas e ele pode tanto seguir uma carreira acadêmica quanto atuar como pesquisador, tradutor e intérprete, editor e revisor de texto, assinar colunas em jornais e revistas, entre outros. Portanto, para que haja a comunicação se faz necessário o conhecimento cultural”, pontua Ana Maria. 

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