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25/Mar - Novas Turmas FMT Espro Porto Alegre

 

Desde o início do mês, cerca de 60 jovens circulam na filial Porto Alegre para assistir as aulas do programa Formação para o Mundo do Trabalho. Todos passaram pelo processo de triagem para conquistar uma vaga no curso. Até o final de maio, a instrutora Luciani Estivalet torce para que todos consigam concluir e que conquistem uma vaga no mercado de trabalho. Ela é responsável por todo o processo de captação dos jovens até a conclusão do curso. 

Atualmente, duas turmas de adolescentes que serão preparados para o primeiro contato com o Mundo do Trabalho participam de atividades diversas propostas em um curso com carga horária de 200 horas para que possam ter acesso às principais disciplinas relacionadas ao ambiente corporativo, entre elas Liderança, Trabalho em Equipe e Empreendedorismo. “A cada início é como um novo ciclo em que todos passam por algum tipo de dificuldade. Já vi muitos jovens desistirem das aulas por não terem condição financeira para pagar o transporte que o traz até o Espro”, comenta Luciani

Entre as atividades realizadas estão visitas monitoradas em locais como o Museu da Comunicação e o Acervo da Moeda, dentro do Santander Cultural, onde os alunos tomam conhecimento de como eram realizados os negócios e transações, há alguns anos. “As atividades externas costumam surtir ótimo resultado, pois são muito enriquecedoras. Muitos jovens nunca visitaram um museu. Ficam vislumbrados e nos dizem que se não fosse o Espro, eles não teriam ideia da existência de algumas coisas e lugares”, destaca Luciani

 

Crescimento e Conquista

“Eu sempre informo para eles, o que vai ocorrer durante o curso e que o desenvolvimento e sucesso na conquista de uma colocação dependerá muito deles, do esforço de cada um. Este é o meu papel, enquanto norteadora. Eu não dou as respostas, mas instigo as perguntas. Minha função é a de agente transformador e também de contribuir para o resgate da capacidade do jovem sonhar. Muitos chegam para nós sem acreditar ou saber o que são capazes de fazer. Ao final do curso, a transformação parece mágica e é resultado do esforço do jovem. Nós os estimulamos e eles crescem”, explica. 

Todos os jovens saem do programa já sabendo o que irão encontrar nas empresas, pois tudo é abordado durante as aulas, inclusive com simulação de situações. Antes de serem encaminhados, eles passam por uma entrevista de perfil. Outro ponto que é muito importante está relacionado ao comportamento no ambiente corporativo, assim como a forma de se vestir e eles recebem todas as orientações durante o curso. 

Até o final deste ano, a unidade formará provavelmente mais seis turmas. Junho terá início nova etapa com novos jovens, inclusive para os que ficaram na lista de espera no início do ano. Portanto, este é o momento para indicar amigos e parentes para participar do programa Formação para o Mundo do Trabalho que poderá contribuir para a conquista da tão esperada inserção no mercado de trabalho em uma das mais de 1.500 empresas parcerias do Espro. Em 2014, mais de 22 mil jovens foram atendidos nos programas socioeducativos oferecidos gratuitamente.

 

25/Mar - Ação de Páscoa

Crianças que vivem em situação de abandono em abrigo receberão kit especial preparados por jovens da filial Porto Alegre.

As turmas já iniciaram as ações para arrecadação de ovos de chocolate, balas, pirulitos, e demais guloseimas para a montagem dos ‘ninhos  de Páscoa’ que serão doados às crianças que vivem em um orfanato da cidade. Toda a ação é realizada com o acompanhamento da instrutora Alexandra Oriola.“Pretendemos levar um pouco de alegria para crianças marginalizadas pela sociedade onde estão inseridas e que se encontram, de fato, em situação de abandono. Com isso, nós também incentivamos os jovens para que tenham o olhar de afeto ao próximo”, explica. 

Segundo Alexandra, as expectativas consistem em poder contribuir para que a Páscoa de muitas crianças seja mais feliz e também fazer com que os jovens se sintam atuantes no momento em que forem retribuídos com cada sorriso recebido dos pequenos. “Gosto de incentivar isso nos jovens e ver a motivação deles. Estão muito empolgados e já surgiram inúmeras ideias para a composição do kit como a utilização de material reciclado para acomodar os doces. Esse é o nosso papel: o de incentivar sempre”, conclui. 

A troca de ovos na Páscoa é uma prática que ocorre ao redor do mundo, há milhares de anos. Em alguns países, as pessoas presenteiam com ovos de galinha decorados e o presente oferecido significa renovação e esperança. No Brasil, a data é comemorada em família e ocorre a troca de ovos de chocolate, tão esperada pelas crianças!

 

25/Mar - Perseverança e vontade de vencer - Kelvin Mark Patrick, ex-Aprendiz de Porto Alegre conquista patrocínio para participar de importante competição de skate na Califórnia (EUA)

 

Como todo garoto adolescente, Kelvin Mark Patrick passava boa parte do tempo jogando bola com os amigos. Um dia, ele descobriu o skate, que até então achava algo muito sem graça. Começou a praticar e, em pouco tempo já estava participando de competições locais e aperfeiçoando cada vez mais as manobras. Foi quando o pai dele o chamou para uma conversa e disse que estava na hora dele buscar um emprego para “ter experiência em carteira”. 

Por indicação de uma prima, ele foi até o Espro em busca de informações. Em 2013, iniciou capacitação e logo foi encaminhado para atuar como Jovem Aprendiz em um escritório de Advocacia, onde ficou durante pouco mais de um ano realizando trabalhos administrativos. “Sinceramente, eu sempre pensei em seguir carreira na Arquitetura ou me tornar um Webdesigner. Matemática Financeira e Contabilidade também me chamaram atenção. Se eu não tivesse insistido no skate seria uma dessas áreas que eu seguiria. Mas eu ainda penso, por exemplo, em um dia projetar uma pista pública para toda a galera e uma só pra mim”, comenta Kelvin.

Ele não tinha afinidade alguma com a prática do esporte. “O skate na minha vida foi uma história muito engraçada. Eu achava a coisa mais ridícula ficar em cima de uma tábua com quatro rodinhas. Até que um dia, eu vi um grupo fazendo manobras diferentes e comecei a praticar. Dois anos depois, eu já estava participando e vencendo um campeonato de manobras”, explica.

Kelvin é o filho mais velho e mora com os pais e um irmão de oito anos. O pai trabalha na manutenção do Tribunal de Contas de Porto Alegre e a mãe é ascensorista em um edifício no centro da cidade. Atualmente, ele não está empregado, pois o foco é a carreira relacionada à prática do skate. Recentemente checando as mensagens em uma rede social, ele chegou na página do dono de uma marca que patrocina um dos principais torneios da categoria. Não pensou duas vezes em fazer contato e logo foi convidado a participar do evento Goofy vs Regular, na Califórnia (EUA) e, desde então, ele se prepara para a viagem que ocorrerá no próximo ano. “Sou muito focado em técnica, estilo, precisão e consistência. Tudo deve ser trabalhado estrategicamente, sem aquela vontade maluca de só ganhar”.

Segundo ele, a passagem no Espro foi muito importante para que ele aprendesse muitas coisas que levará para a carreira dele como skatista. “Tudo o que aprendi sobre trabalhar em equipe, ser ético, entre outros pontos que foram trabalhados durante o curso, eu vou levar para a minha vida toda. Aquele foi um ano bem produtivo e as pessoas do Espro me valorizaram e se impressionavam com minha história. O instrutor Diego Catache é uma pessoa extremamente inteligente que vou lembrar sempre. Sou fã dele e ele é meu fã!”, destaca o jovem. 

Enquanto não viaja para o exterior, Kelvin participa de sessões de fotos para compor o material promocional da competição que irá participar no próximo ano. Também não deixou de competir. Ele é presença confirmada nos principais eventos locais. “Para todos os jovens que buscam oportunidade, eu desejo muito progresso. Diria para eles que a melhor forma de alcançar algo é lutar sempre. O mais importante também é deixar tudo acontecer naturalmente, sem pressionar ou forçar algo do tipo ‘tenho que fazer isso ou aquilo’. Não pode haver pressão tem que continuar progredindo e fazer por si mesmo, sem desanimar ou desistir”, conclui. 

Depois de participar do Goofy vs Regular, na Califórnia, a meta dele é estar entre ‘as estrelas’ que competem no principal evento da categoria, o mundialmente conhecido X-Games. 

 

25/Mar - Projeto Campanha do Agasalho - Muito mais do que arrecadar agasalhos

O outono chegou e a movimentação para a realização de arrecadação de agasalhos para serem doados se intensifica na filial Porto Alegre. Motivados e direcionados pelo instrutor André Sauoda, os jovens já estão na mobilização. Desde o início do ano que ele conversa com as turmas sobre o projeto. “Eu sempre tive essa veia do social, de ajudar as pessoas. Em 2013, nós arrecadamos brinquedos e entregamos em um orfanato. Também já levamos roupas para uma instituição, mas não vimos o momento da entrega. Por este motivo, nós realizamos nossa campanha de forma diferente no ano passado. Saímos às ruas entregamos em mãos para, desta forma, também dedicarmos alguns minutos para uma conversa ou aperto de mão, o que fez a diferença. Solidariedade não é somente doar coisas”, conta instrutor. 

Segundo ele, na primeira abordagem que fizeram na rua, a pessoa recusou receber o kit preparado com ajuda dos jovens. “Ano passado adotamos este formato e foi um sucesso. As pessoas ficam meio desconfiadas porque não é comum hoje,  alguém entregar pessoalmente. Eles recebem as doações geralmente em albergues. Depois ficam muito emocionados e a reação é de muita gratidão. Os jovens também sentem certo receio, mas depois a empolgação toma conta de todos. Esse é o tipo de trabalho que deve ser constante e a realidade deve ser mostrada para os jovens”, destaca ele que ainda comenta fazer questão de mostrar os slides com as fotos de como foi realizada a campanha para que todos possam se conscientizar da importância da ação. 

Em 2014, cerca de 100 pessoas foram beneficiadas com as mais de 400 peças arrecadadas. Todos trabalharam na montagem dos kits que eram compostos por calça, camiseta, uma blusa, meias, entre outros itens para adultos e crianças. Para este ano, o instrutor espera conseguir, com a ajuda dos jovens, arrecadar muito mais. “Quero superar as expectativas para atender mais pessoas que precisam, entregando de três a quatro kits pra cada um, pois o inverno em nossa região é muito mais intenso. Para quem mora na rua, ainda é muito pouco e usar a mesma roupa todos os dias deve ser muito difícil”, conclui. 

Para quem quiser contribuir com a Campanha do Agasalho, procure o instrutor André Sauoda, na filial Porto Alegre. Com uma ação simples você pode aquecer o coração de um morador de rua da cidade. As entregas são iniciadas na primeira semana de inverno. 

 

 

25/Mar - Trabalhando as Diferenças - Instrutora Taís Bueno, do Espro Porto Alegre, contribui para a transformação da vida dos PCDs

Formada em Pedagogia, tradutora e intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) e especialista em Neuropsicopedagogia, a instrutora Taís Bueno Dorneles desempenha um papel importante na filial gaúcha. Na equipe desde setembro do ano passado é ela quem faz toda a adaptação necessária nos programas oferecidos para que os jovens com deficiência não se sintam ‘diferentes’. 

Antes de chegar no Espro, Taís foi professora em escola de surdos, durante 5 anos. Atuou como intérprete de acadêmicos surdos, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ela também traduz aulas no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (DETRAN). Sobre a profissão de tradutor e intérprete, a instrutora alerta para o fato de que não basta fazer um curso somente. Há a necessidade em passar por uma prova de proficiência para obter o reconhecimento de acordo com a Lei 12.319/2010 que regulamenta a profissão. “As pessoas precisam entender que há todo um contexto, pois estamos tratando de uma língua que passa também por atualização e que muda de acordo com a região. Os jovens começam a utilizar gírias, neologismos, nós temos os sotaques e características que vão impactar na mudança dos sinais. Os surdos trocam muito entre eles e nós, enquanto profissionais precisamos da atualização constante. Houve uma jovem Aprendiz que disse ter se sentido aliviada quando eu entrei na sala de aula e me apresentei como intérprete”, ressalta. 

Desde 2002, quando foi decretada a Lei 10.436 /2002 denominada Lei de Libras, os surdos têm direito a um tradutor, principalmente em instituições públicas, mas ainda são poucos os que conhecem esta informação e que exigem os direitos. “PCDs têm o direito à comunicação como cada um de nós e, se acionarem o Ministério Público, eles conseguem garantir isso”, comenta Taís. 

Os jovens com deficiência já sabem que o Espro Porto Alegre dispõe de uma pessoa para recebê-los e isso acaba atraindo muitos na condição de PCD. Segundo Taís, esses jovens ficavam ‘escondidos’ dentro de casa, mas devido a sociedade estar caminhando para ser mais receptiva, eles já são participantes e vão em busca de ajuda para se desenvolver e conquistar uma vaga no mercado de trabalho. “No ano passado, todos os que passaram por capacitação aqui foram contratados, algo em torno de 14 adolescentes”. 

Além da atuação como instrutora, ela faz todo o tipo de adaptação no material didático. Durante as aulas de Ética e Postura Profissional, ela adota a utilização de recortes de pessoas com roupas diferentes para exemplificar a que forma se vestir em um ambiente corporativo. Dependendo da limitação do jovem, ela desenvolve um formato que torne o conteúdo acessível e entendido. Durante as avaliações, já houve caso em que ela precisou sentar ao lado para ajudar o jovem a fazer os cálculos utilizando palitos de madeira. 

 

Discutindo as diferenças na unidade 

Em 2014, a Taís foi responsável em organizar o evento Semana de Luta das Pessoas com Deficiência dedicado ao debate sobre temas relacionados às dificuldades enfrentadas pelos jovens com deficiência, no dia a dia. Antes de formatar o evento, ela conversou com os jovens e familiares, pois a proposta era a de que eles fossem protagonistas compartilhando experiências e conquistas aos demais. “Não faço nada sem a consulta prévia. Primeiro, eu converso com eles para saber se aceitam a deficiência e se estão dispostos a expor para todos. Temos todo esse cuidado. Então, os pais os ajudam na preparação do conteúdo e formato das apresentações. Os demais jovens, que não têm deficiência participam como expectadores e, depois do evento passam a valorizar mais o que têm, incluindo as facilidades em ir e vir”, comenta. 

Taís já está levantando dados e informações para a formatação da edição deste ano que deve ocorrer em agosto. Por enquanto, todo o evento é elaborado com os jovens, mas ela ainda pretende levar especialistas para os debates que são realizados na filial. 

“Eu vejo meu trabalho como algo muito gratificante porque tenho a resposta automaticamente. Eles estão conseguindo crescer. Já recebi jovens que não conseguiam ler nada, até passavam mal. Depois que fiz a adaptação do material, eles já estavam lendo sem traumas, depois de um ano. Acabo me sentindo fazendo parte da inclusão fazendo acontecer de verdade a transformação nas vidas deles. Na prática é bem diferente do papel”, conclui a instrutora.

 
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