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21/Jul - Por que algumas empresas perdem seus melhores colaboradores — e outras não

Por Matheus de Souza*   

Sobre reter ou perder talentos. Esse é o tema do artigo deste mês assinado por Matheus de Souza, especialista em Gestão de Negócios. O mercado atual apresenta quadros e situações diversas relacionadas a demissões ou perda de cargos. Souza retrata um pouco disso tudo e ainda dá dicas de como evitar a perda de grandes talentos, que geralmente migram para a empresa concorrente.  

Esses dias, eu estava conversando com um amigo que está no processo de perder um de seus melhores funcionários para um concorrente maior e mais conhecido. Ele não estava feliz com isso, mas apoiou a decisão do seu colaborador que, adorava trabalhar na empresa, mas a oportunidade era muito boa para ser rejeitada. Se alguém deixa sua empresa numa situação como esta, de crescimento profissional por parte do colaborador, ok. É a lei natural do mercado. Você inevitavelmente perderá bons funcionários por isso.

No entanto, este não é o maior motivo pelo qual as pessoas estão deixando as empresas. Provavelmente você conhece mais de uma pessoa em seu círculo social que está insatisfeita com o trabalho. Os motivos são variados. Da remuneração ao chefe sem noção, passando pela falta de reconhecimento e terminando em reuniões desnecessárias que terminam com tapinhas nas costas. E, claro, há o grupo dos empreendedores. Aqueles que largam tudo e arriscam abrir seu próprio negócio.

A questão é:  se todos vangloriam o ambiente de trabalho de corporações como Google e Facebook, por que as empresas continuam perdendo funcionários pela má gestão de pessoas? Você não precisa ter uma sala de jogos e patinetes para se locomover de um setor para outro, mas penso que estas quatro pequenas ações abaixo vão te ajudar a não perder seus melhores colaboradores. Acredite, tapinhas nas costas e pão e circo não estão na lista. As pessoas querem se sentir parte do negócio.

Inclusão

Os colaboradores (especialmente os acima da média) gostam de se sentir parte integrante do sucesso da empresa. Existem duas boas maneiras de fazer isso:

1. Deixe as pessoas saberem o que está acontecendo e o porquê;

2. Dê liberdade e influência para tomadas de decisão.

Então, em primeiro lugar, seja honesto. Nada de sussurros pelo corredor. Isso gera um clima de incerteza. É uma sensação horrível descobrir notícias ruins da sua empresa por meio de um jornal. Certifique-se de informar seus funcionários tanto das coisas boas quanto das ruins. Aquele papo de “na alegria e na tristeza”.

Em segundo lugar, inclua os colaboradores nos processos de tomada de decisão sempre que puder. Nunca — nunca mesmo — tome uma decisão importante de forma unilateral. Peça a opinião de seus melhores colaboradores. Faça-os se sentirem parte do negócio. Lembre-se que seus subordinados são seus colegas. O sucesso deles é o seu, e vice e versa.

Apoio

Tenho um conhecido que diz ter tido no máximo cinco conversas com seu chefe este ano (estamos em maio). Três pelo telefone. A mensagem parece ser clara: faça seu trabalho e não me incomode. Obviamente, ele está procurando outro emprego.

Apoiar seus colaboradores e mostrar satisfação com seus sucessos é uma maneira de mantê-los motivados. Forneça os recursos necessários para que eles se desenvolvam da melhor maneira possível. Perceba quais são suas maiores habilidades e invista nelas. Encontre maneiras de ajudá-los a crescer.

Ofertas de trabalho

Pessoas acima da média gostam de desafios. Se você perceber que seu colaborador pode ir além, não o deixe muito tempo fazendo as mesmas coisas. Isso o irá desmotivar — e muito. Seja claro quanto ao plano de carreira da sua empresa e incentive seus funcionários a buscarem a evolução constante.

Reconhecimento

Esqueça os tapinhas nas costas. A maioria das pessoas quer ser reconhecida por suas contribuições, ideias e trabalho duro. É muito simples deixar aqueles que trabalham com você cientes que você reconhece seus esforços e resultados. Envie um e-mail inesperado mostrando sua gratidão, tenha uma conversa informal na hora de pegar um café. Você não precisa necessariamente se trancar numa sala e dizer isso para ele.

Você pode ter notado que todas as quatro dicas requerem uma boa gestão e liderança, além de uma cultura empresarial que inclui honestidade e clareza. Então, se sua empresa não se encaixa nessa descrição, comece do começo.
 

 

21/Jul - Ex-Aprendiz acaba de comprar a própria casa!



Amanda dedica ao Espro, todas as conquistas de sua vida

Quando tinha 14 anos, Amanda Stephanie Fragoso foi até o Espro Osasco, na Grande São Paulo, para buscar informações sobre um curso de capacitação profissional, pois já queria trabalhar e ter o próprio dinheiro. Fez seis meses de Formação para o Mundo do Trabalho e, dois meses depois, foi chamada a participar de um processo seletivo “Há quatro anos, eu venho somando conquistas, graças a minha passagem pelo Espro. Porém, ainda tenho muitas ambições”, comenta a jovem que hoje, aos 21 anos, já tem no currículo empresas como a Mapfre Seguros, onde atuou como Jovem Aprendiz e Tozzini Freire, um dos melhores escritórios de advogados do país, onde é estagiária, há pouco mais de um ano e meio. 


 

Estudante de Direito, ela diz sempre ter planejado seguir carreira nessa área. “Eu pesquisei muito, antes de iniciar faculdade. Enquanto cursava o Ensino Médio lia tudo sobre as instituições que ofereciam o curso, áreas de atuação, possibilidades de trabalho, entre outras informações relacionadas. Quando comecei o curso, eu tinha interesse no Direito Criminal. Porém, depois de aprender outras coisas, eu vi na área empresarial uma possibilidade de carreira. Mas ainda é muito cedo e tenho muito o que aprender, antes de decidir”, aponta ela, que pretende chegar “até o máximo da profissão”. Amanda é hoje responsável em elaborar defesas dos clientes, organizar processos e a realizar diligências externas como visitas ao Fórum Central e Tribunal de Justiça. 

Antes de atuar na área Jurídica, Amanda foi Jovem Aprendiz durante dois anos, na Mapfre Seguros, onde ela diz ter aprendido muito sobre o mundo corporativo. Ela também aponta a importância nos encontros realizados com instrutores do Espro, durante a Atividade Teórica, que ocorria simultaneamente à Prática, uma vez por semana, na instituição. “Antes de terminar o contrato, eu já havia iniciado a faculdade e a efetivação não ocorreu porque eu já tinha um plano a seguir no Direito e, a área em que eu atuava na seguradora não tinha afinidade com a minha carreira. A Mapfre foi muito importante para mim. Lá, eu encontrei pessoas muito solícitas e que realmente se preocupam em preparar os Aprendizes, não os tratam como peças de um cumprimento de Lei”, explica ela que temendo ficar sem emprego, mapeou e participou de diversos processos seletivos em escritórios de advocacia da cidade. 

Segundo a jovem, sua passagem pelo Espro também foi fundamental para que ela conseguisse organizar as metas e objetivos. “Fui muito feliz em iniciar toda essa preparação no Programa de Aprendizagem. Graças a isso, eu fui inserida em uma empresa espetacular, onde atuei como Jovem Aprendiz, durante dois anos. Logo que cheguei na instituição, eu era muito introvertida e de convivência difícil. Reuniões em equipe ou dinâmicas em grupo me fizeram pensar sobre meu comportamento que, muitas vezes afastava as pessoas. Vejo tudo isso hoje como algo muito importante para a minha formação. Eu aprendi como me comportar em ambiente corporativo e com a minha família. Então, como o que é bom para a gente devemos repassar, eu já indiquei o Espro para muitos amigos e, principalmente aos jovens do meu convívio”, conta.  

Segundo Amanda, para ter sucesso na carreira é necessário conhecer de tudo um pouco e ter mais compromisso. “As pessoas precisam estudar mais e sobre muitas coisas. Ler é fundamental. Seria interessante se todos tivessem familiaridade com temas diversos, não somente sobre a área que vai seguir. No Direito, por exemplo, eu tenho que estudar História, Filosofia e não somente saber sobre Leis. São muitos pontos de vista que precisam ser levados em consideração. É importante pesquisar e conhecer os outros formatos até para ter referências”, destaca. Ela ainda faz questão de reforçar que, “compromisso e planejamento são os grandes segredos para o sucesso!”. 

“Marco de independência” 

Muito esforçada e sempre pensando o futuro, a jovem fez seu ‘pé de meia’, desde que iniciou no mercado de trabalho e acaba de conseguir comprar a própria casa para onde está de mudança. Vai morar em Osasco, onde também mora a mãe que sempre a ajudou e incentivou a ser independente, assim como conquistar as próprias coisas. “Estou muito satisfeita com essa fase da minha vida. Sinto como se fosse um marco de independência. Minha mãe está me ajudando bastante e está muito satisfeita com tudo isso. Ela me criou sozinha e nunca saiu de perto de mim. Eu sempre tive muita ambição e corri atrás de tudo com o apoio dela. Quando meus amigos passam por problemas, eu procuro ajudar e a mostro para eles, de que forma eu consegui”, pontua. A jovem concilia o estágio no escritório instalado na Avenida Paulista (região central de São Paulo) com o curso noturno de Direito, na zona Oeste e com as arrumações da nova casa.

 

21/Jul - “O gestor deve ajudar os Jovens Aprendizes a pensar. Nunca fazer, mas sim indicar os caminhos” Eduardo Shinyashiki

A inserção dos jovens no mundo do trabalho é algo que, para ter resultados, deve ocorrer por meio de parcerias entre empresas e instituições diversas. Porém, há a necessidade de entendimento e clareza sobre o fato de que, muito além de ‘dar uma oportunidade’, elas estão trabalhando no desenvolvimento e preparação de um profissional e cidadão que atuará na sociedade podendo ainda se tornar um grande líder. 

Na entrevista a seguir, o consultor organizacional Eduardo Shyniashiki fala sobre o papel das empresas, gestores e também dos jovens no processo de Aprendizagem e construção. Consultor e também especialista em Desenvolvimento Humano, ele aponta a importância no papel do gestor, durante a atuação do Jovem Aprendiz

Espro na Sua Empresa: Em suas palestras e consultorias, o que você já ouviu sobre Aprendizagem ou contratação de Jovem Aprendiz? As empresas chegam a apontar deficiências ou dificuldades nesse processo de inclusão dos jovens? 

Eduardo Shinyashiki: Eu sinto que cada vez mais, as organizações estão abertas para programas como Jovem Aprendiz, Primeiro Emprego, entre outros. Os adolescentes precisam saber a importância dessas iniciativas e também devem ter a consciência de que, tudo o que vão aprender na empresa é para a vida. O que vai fazer a diferença, além da competência técnica que vão adquirir com o tempo, é tudo o que for relacionado a inteligência emocional, competência social, capacidade de se relacionar, questionar e também estarem sempre abertos para aprender. 

Muitas vezes, eu ouço dizerem nas empresas, que o programa não dá certo por causa dos próprios jovens. Porque alguns chegam achando que não precisam se preocupar em aprender muito e basta fazer o que tiver para aquele dia e pronto! Não se dão conta de que esse é o momento de conquistar pessoas e de fazer a diferença. 

Esses jovens não vão ser tratados como café com leite ou um mero Aprendiz. Haverá sempre uma descrença de que não estão preparados. Porém, os gestores precisam parar um pouco para prestar mais atenção ao Jovem Aprendiz para perceberem o quão é difícil e desafiador toda a novidade do mundo corporativo atrelada a um compromisso em serem proativos com a missão de, trabalhar e construir uma carreira. 

Espro na Sua Empresa: De que forma, os gestores que questionam o comportamento de alguns jovens podem contribuir para que eles tenham a consciência sobre a importância do período de Aprendizagem e também da atuação na empresa? 

Eduardo Shinyashiki: Sempre digo aos gestores que eles precisam substituir a crítica, pela compreensão. São muito duros e exigentes com suas equipes e acabam passando isso para esses jovens que estão chegando ao mercado. A pressão diária é a tônica desses gestores. Quando você começa a observar a relação entre essas pessoas e suas respectivas equipes, acaba percebendo que, na maioria das vezes, o conflito nasce de uma cobrança ou exigência de perfeição que não é coerente com a realidade. Tal comportamento pode ser muito perigoso para os jovens. Por isso, os gestores devem ficar atentos com suas atitudes, durante o processo de Aprendizagem. O ideal seria que olhassem para eles realmente como ‘pessoas em formação’ adotando a prática de sentar, ouvir e conversar fazendo indicações e ajudando-os nos momentos de dificuldades. Sempre indicar os caminhos, como pais fazem com filhos. O gestor deve ajudar os Jovens Aprendizes a pensar. Uma crítica realizada de maneira muito severa pode resultar em desmotivação do jovem. 

Os pais cobram para que o filho seja perfeito e não errem nunca. Esse formato é também uma forma de lidar com um menor ou ainda em vulnerabilidade. Porém, o nível de pressão e cobrança devem ter certa moderação.  

Espro na Sua Empresa: Eduardo, qual o papel do gestor? 

Eduardo Shinyashiki: Todo gestor precisa se envolver com quatro competências da pessoa: cognitiva, social, pessoal e produtiva. Deve-se observar sempre, todas as possibilidades de um jovem ser realmente a referência em tudo o que faz. Com capacidade de interagir, formar time, trabalhar em equipe e estar sempre aberto para aprender. O jovem ainda não tem essa virtude e, o pouco que sabe, muitas vezes o torna arrogante. Ele acaba não percebendo que tudo isso é só o início e que tem muito a aprender. Por isso insisto em dizer que cabe ao gestor estimular criatividade, inovação para fazer com que ele possa efetivamente ser o talento que é potencialmente. Todos nós somos temos um brilho e somos capazes. Porém, em alguns momentos e por medo de errar, continuamos sendo pessoas com potencial, durante a vida inteira, sem realização alguma. 

Todo gestor precisa ter uma atitude grandiosa para que os jovens queiram mais da vida. Fazer com que eles entendam que, no período da Aprendizagem, quanto mais caminha, mais irão conquistar o direito de escolher novas realidades. Isso é importante porque uma das coisas que a vida faz é nos convidar a aceitar menos do que a gente merece. Nem sempre um gestor bonzinho fará a diferença. Tem que exigir o máximo, mas de forma moderada para não intimidar e causar a falta de motivação. O gestor tem a obrigação de ser capaz em enxergar o potencial de todos eles que passarem por sua área. 

Espro na Sua Empresa: O gestor tem noção dessa importância na vida de um Jovem Aprendiz? Ele sabe que pode interromper sonhos e competências, por exemplo? 

Eduardo Shinyashiki: Eu acredito que muitos já saibam não só a importância, como também o papel no processo de Aprendizagem. Porém, há a necessidade de consciência para outros. A dica é pensar da seguinte forma: ‘e se fossem os meus filhos que apresentassem deficiências ou erros, ao ingressarem no mercado de trabalho? ’. Desta forma, o gestor não teria dificuldades para identificar como pode contribuir para o desenvolvimento e crescimento do jovem. Ele deve ter o comprometimento com a grandiosidade do que é poder transformar aquela vida que ali chega para sua tutoria. A missão dele é fazer a diferença na vida de todas as pessoas que por ele passam, incluindo os Jovens Aprendizes. Isso significa muito mais do que somente liderar ou fazer parte de uma equipe de trabalho.  

O gestor deve fortalecer a base do jovem para que ele entenda a importância dele naquela empresa, mais do que simplesmente a obrigação de aprender alguma coisa. Deve estimular neles, um desejo de empreender mais do que aceitar o primeiro emprego e ‘morrer’ nele. Muitas vezes, a história de vida desses garotos e garotas não é simples. Então, cabe a seus mentores ajudá-los a ir além dessa trajetória. Muitos não têm acesso sequer a cultura e lazer. 

Espro na Sua Empresa: Como definiria o papel das empresas, no processo de preparação dos jovens para o mundo corporativo? 

Eduardo Shinyashiki: Não devem contratar um Jovem Aprendiz somente para cumprir uma cota exigida por Lei, mas sim acolhê-los de forma a contribuir para a formação de cidadãos e profissionais que farão diferença também na sociedade e para o país. As empresas podem transformar os jovens em referências. Minha mãe, que morreu analfabeta, sempre dizia a seguinte frase: “Não importa de onde eu vim. Importa para onde eu vou! ”, ou seja, não precisa de um berço de ouro, mas sim disposição brilhante para ter uma boa história. E esse é um dos desafios que acaba não sendo passado para os jovens. Deve ser perguntado sempre para um Jovem Aprendiz, quais são os sonhos dele, por exemplo. Mostrar interesse em saber as expectativas de futuro fará com que eles tenham disposição maior para enfrentar desafios. Não importa se são de periferia ou vivem em situação de vulnerabilidade. Eles precisam desse contato forte com os sonhos deles. 

Espro na Sua Empresa: As empresas conseguem enxergar ação de Responsabilidade Social ao contratar Aprendizes? Como você vê o processo de Aprendizagem e a participação das empresas e gestores na formação do jovem profissional? 

Eduardo Shinyashiki: Algumas empresas compram a ideia e fazem funcionar.  Já outras estão mais focadas em saber o que terão como retorno de marketing com um programa voltado para jovens ou pessoas com deficiência. Nada é tão substancial, quanto os resultados que ele pode atingir, como por exemplo, o número de Jovens Aprendizes que foram transformados em talentos. Aliás, ‘talento’ é a palavra mais falada dentro das organizações. Porém, as empresas não estão preparadas para desenvolver os seus. Por isso é importante prestar mais atenção nas atitudes com o Jovem Aprendiz para que ele desponte o brilho. Desta forma, farão com que esses adolescentes se sintam confiantes e capazes de se comunicar, questionar e de terem iniciativa para fazer coisas diferentes. 

Algumas empresas engessam de tal forma os processos, que chegam com aquele questionamento de que querem pessoas criativas, inovadoras, mas não dão a liberdade para que se desenvolvam. Isso não ocorre somente com os Jovens Aprendizes, mas também com os demais colaboradores. Portanto, não podem fazer com que os adolescentes desanimem. A pessoa não dá conta de que ela cobra, exige, mas não estimula. Não reconhece, não dá feedback positivo. Parece que o outro está sempre errado, o tempo todo. Como é que o talento sobrevive a tudo isso? Assim, é importante reconhecer e evidenciar as coisas boas que estão fazendo e, mais do que isso, pontuar onde precisam melhorar. Essa é a arte do feedback que muitos gestores não sabem praticar nem consigo mesmo. O diálogo interno é duro, pesado e a pessoa repete a mesma atitude desamorosa que tem com ela no tratamento com os demais. 

Há mais gestores especialistas no ‘ferraback’, que falam do jeito mais frio fazendo com que o outro se sinta a pior das pessoas. Podemos falar tudo, desde que com muito respeito e fazendo com que a outra pessoa se sinta realmente especial. Pode colocar o dedo na ferida, mas com amor. O que eu chamo de ‘loveback’. Se der certo na vida, dá certo no trabalho. 

Espro na Sua Empresa: O empresariado brasileiro já se deu conta de que a ‘melhoria’ na oferta de mão de obra qualificada e também na preparação dos jovens para tal fim, também depende deles?

Eduardo Shinyashiki: Se não existisse uma lei que obrigasse a empregar jovens ou deficientes, eu não sei se a inclusão ocorreria. As pessoas não se colocam no lugar do outro ou em um contexto de necessidade. Mais do que uma lei se trata da consciência social de quem realmente quer um país bacana, uma cidade legal com segurança. Por isso que eu achei fantástico o contexto do Espro em oferecer cursos também para comunidades e famílias dos jovens que lá se preparam para o mundo do trabalho. Eu acho incrível, principalmente porque são atividades que podem ser aplicadas como complementação de renda. Essa consciência social do Espro, de onde e o quê atingir é sensacional. As pessoas não precisam de pena, mas sim da nossa ajuda. A cada 10 jovens inseridos com a ajuda do Espro, nós estamos falando de 10 vidas e respectivas famílias incluídas. Acho de uma importância sem tamanho o trabalho realizado em parceria com as empresas e demais instituições. 

Espro na Sua Empresa: Qual a melhor forma de sensibilizar as empresas para a realização de parcerias com o objetivo de preparar jovens para o mercado de trabalho?

Eduardo Shinyashiki: Em uma escola que visitei recentemente, em Paraisópolis, um jovem me disse: “eu nasci pobre e vou morrer pobre!” Não podemos deixar que esse tipo de sentimento tome conta deles. Então, quanto mais rápido ajudarmos esses jovens a entenderem que não vão morrer da forma como estão e que podem sonhar mais alto, nós podemos alimentar neles a possibilidade de melhorias para as suas vidas e seus familiares. Trata-se de uma ação social que não tem preço. Não é só dar o peixe. O Espro ensina literalmente a pescar e isso é para o resto da vida. Se o jovem aprender a importância da pesca, nunca vai reclamar. Ele vai saber como se tornar o melhor pescador. 

Esse início é o primeiro passo de uma jornada, uma aventura muito grande.  Posso estudar nas melhores faculdades e nada acontecer. No Espro e nas empresas, é importante praticar o exercício de fazer com que os jovens acreditem mais neles. Isso faz a diferença na vida de qualquer pessoa.

 

21/Jul - Compartilhando beleza por meio da inclusão

Parceira do Espro há seis anos, a L'Oréal acredita que a melhor forma de incluir é capacitando

Presente no Brasil há quase 60 anos, a L'Oréal imprime não somente em seus produtos, mas também nas ações de Responsabilidade Social, o compromisso de Compartilhar a Beleza com Todos. Entre as principais atividades está a parceria que mantém com o Espro, desde 2010 no processo de inclusão de jovens no mercado de trabalho por meio do Programa Jovem Aprendiz. O Grupo conta com centenas de jovens atuando em praticamente todas as unidades, por meio de parcerias com instituições diversas. Na fábrica de São Paulo, são 15 Jovens Aprendizes ativos e participando da Atividade Teórica, uma vez por semana, no Espro. Entre eles, há os que foram capacitados pelo Programa Formare realizado com o apoio da Fundação IOCHPE, que também prepara jovens em situação de vulnerabilidade social para que possam atuar na indústria cosmética.

Jovens são muito bem recebidos na empresa e, desde a capacitação, todos são preparados para saberem como lidar com as situações no ambiente corporativo, assim como qual tipo de comportamento mais adequado. "Costumo dizer que é um 'trabalho de formiguinha', pois no início, eles não conseguem entender a diferenciação dos ambientes. Antes de ingressar no mundo corporativo, os jovens são imediatistas querendo respostas para ontem. Nossa missão é trabalhar, juntamente com a instituição, trazendo-os para a realidade. E isso nós temos conseguido com o Espro", conta Maria Lígia Pereira, responsável pelo programa Jovem Aprendiz na L'Oréal.

"Quando eles chegam na empresa, um ambiente totalmente novo e, no nosso caso, uma multinacional, a ansiedade toma conta. Eles ficam bastante curiosos e é muito importante nos posicionarmos para que haja um direcionamento", destaca Daniela Nishimoto, Gerente de Recursos Humanos da fábrica em São Paulo.

Com relação aos gestores, todos são receptivos aos Aprendizes, acompanham o desenvolvimento de perto e o feedback é constante. "Com relação aos gestores, a aceitação é ótima. Mesmo com os processos de avaliação e acompanhamento do Espro nós adotamos um mecanismo interno de diagnóstico, em que avaliamos o desempenho do jovem no primeiro e segundo mês de atuação. Tudo é realizado com o gestor direto dele. Sempre apontamos onde ele deve melhorar, assim como pontuamos o que foi positivo”, comenta Lígia.

 

"Sabemos que existe a Lei do Aprendiz e que as empresas devem seguir. Porém, muito além de uma Legislação, nós acreditamos no trabalho realizado pelo Espro, por ser totalmente focado nas questões sociais, assim como na situação de vulnerabilidade dos jovens atendidos. Acredito que esse seja o caminho para contribuirmos na formação desses adolescentes que precisam de oportunidade para mostrarem suas capacidades", aponta.

"Na L'Oréal falamos muito em compartilhar a beleza com todos e fazemos isso também com a inclusão!", reforça Daniela.

Colaboradores e Carreira

Além de produtos para beleza, a L'Oréal também fabrica líderes. Em toda parte, onde está presente, a companhia é reconhecida por suas práticas e ações relacionadas à construção de carreiras. Os programas de desenvolvimento são elaborados, a partir de ferramentas simples, porém eficientes, e baseados em três formas: Experiência (participar de projetos, atuar em outras especialidades, novos canais de distribuição, entre outros), Aprendizagem (busca por informação, e novos conhecimentos) e Exposição (interagir com os demais no ambiente de trabalho para desta forma trocar experiências).

Toda a cultura da L'Oréal é baseada no desempenho pessoal. Logo, remuneração e benefícios não poderiam deixar de seguir a regra. Os colaboradores do grupo são os que mais se destacam e recebem, consequentemente, salários compatíveis com as empresas de mesmo porte. Todos participam de treinamentos externos e internos, além de receberem ajudas de custo para a realização de cursos diversos.

Por ser uma multinacional, também não faltam oportunidades internacionais, quando os colaboradores têm a oportunidade de vivenciar o ambiente corporativo em outras culturas com abordagens e situações diversas.

Pesquisa & Inovação estão no DNA da empresa que, por meio dos centros de pesquisa instalados em diversos países, desenvolvem produtos para atender todos os tipos de pele e cabelo (a empresa conta com um especialista de cada segmento no mundo todo). Daí vem também a proximidade e respeito com a diversidade. Segundo o lema da empresa: A Diversidade inspira a Ciência!

 

 
 
 

 

28/Abril/16 - Artigo: Diversidade na pauta

Por Ricardo Sales*

Introduzir as discussões sobre diversidade no trabalho nem sempre é fácil, e o tema pode enfrentar algumas resistências, sobretudo em organizações com cultura mais fechada ou muito tradicional. As chances de sucesso, porém, são grandes se o compromisso com um ambiente mais plural, representativo das variedades de gênero, cor, orientação sexual e restrições físicas ou mentais existentes no mundo, estiver na pauta dos comunicadores e sobretudo na da alta administração.

É o que aponta estudo realizado na América Latina pela consultoria McKinsey sobre gênero e representatividade da mulher no trabalho. As empresas que conseguem implementar o maior número de ações são as que colocaram a questão da diversidade no seu top 3 de prioridades. As que elegeram o tema como uma de suas dez maiores preocupações vêm na sequência, tendo conseguido realizar o triplo de medidas que aquelas que não têm o assunto na sua agenda estratégica.

No Brasil, segundo o relatório PwC Global 2015, 75% dos CEOs têm uma estratégia para diversidade. Mas e a comunicação, está inserida nesta conversa? Tão importante quanto o respaldo do board da empresa é a comunicação interna incluir o assunto em sua pauta, a partir da divulgação e incentivo ao uso de benefícios, conscientização para a importância do tema e ações educativas com objetivo de revisar crenças.

Celebrar as datas comemorativas é um bom começo. Por exemplo, você sabia que 28/6 é o Dia Internacional do Orgulho Gay, 21/9 o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes e 20/11 o Dia da Consciência Negra? Que tal aproveitar esses momentos e mobilizar a organização para discutir diversidade e inclusão no ambiente de trabalho?

Pode-se convidar alguém para falar com os funcionários, desenvolver em parceria com o RH um treinamento de sensibilização para o tema, estimular que algum colaborador escreva artigo para a intranet ou, quem sabe, tudo isso ao mesmo tempo, na forma de uma Semana da Diversidade.

O que não pode é nós, comunicadores, ignorarmos um assunto cada vez mais presente no dia a dia das organizações e que segue tão relevante para a sociedade brasileira.

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