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Adolescentes e jovens participam de ações especiais no Setembro Amarelo

05.10.2018

Durante o mês de setembro foram realizadas diversas ações nas filiais e polos do Espro, sobre a importância da prevenção ao suicídio. A campanha Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que acontece desde 2014 a nível nacional. O Espro apresentou a campanha aos aprendizes, oferecendo programação completa com palestras, debates, apresentações, workshops e diversas atividades sobre o tema.

Especialistas consideram a depressão como o “mal do século”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um milhão de pessoas tiram a própria vida a cada 40 segundos e, no Brasil, são registrados 12 mil suicídios por ano. Precisamos falar sobre isso. Precisamos conscientizar e ajudar nossos adolescentes e jovens.

Confira, a seguir, o resumo das ações desenvolvidas, regionalmente.

Belo Horizonte

A campanha Setembro Amarelo, organizada pela equipe DDS, com o suporte das equipes de Socioaprendizagem e Acompanhamento, aconteceu entre os dias 10 e 21 de setembro. No total, foram oferecidas 21 palestras, com o apoio de 17 voluntários, atingindo 70% dos adolescentes e jovens ativos na Filial e nos polos de Venda Nova e Contagem.

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O objetivo foi criar um espaço de reflexão acerca do que é manter a saúde emocional, apresentando possibilidades para evitar o adoecimento. Cilene de Oliveira, Assistente Social do polo de Venda Nova, destaca que o foco foi “a prevenção como algo que deve ser tratado, necessariamente, no meio social e no comprometimento com a vida”, e ainda completa que a motivação para organizar o Setembro Amarelo surgiu das “demandas oriundas dos atendimentos sociais realizados pelo DDS”.

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Além das palestras, também foram aplicadas intervenções artísticas de teatro e música, como parte da estratégia de sensibilização sobre a prevenção ao suicídio. Gerson Felipe Barbosa Bittercourt, Aprendiz da unidade BH Centro, afirma a importância das palestras, que ensinaram a amar e valorizar a si mesmo e ao próximo: “me sinto preparado para agir quando estiver passando por alguma dificuldade e, até mesmo, ajudar os outros quando necessário”.

Brasília

Em prol da valorização da vida, as turmas da socioaprendizagem do Espro Goiânia, receberam palestrantes que contribuíram de maneira significativa e esclarecedora para a prevenção ao suicídio. Entre os palestrantes, esteve a psicopedagoga Kênya Coutinho e José Fernando, da associação CVV – Centro de Valorização da Vida.

As apresentações promoveram discussões acerca da temática, alertando que a aparência não é fator determinante para saber se a pessoa quer ou não cometer suicídio, e que a maioria dos casos poderiam ter sido prevenidos.

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Sobre o encontro, José Fernando comenta que “devemos estar atentos ao menor sinal de mudanças de comportamento, como depressão, alimentação, isolamento entre outros; e se dispor a ouvir sem julgamentos, com empatia. Somente com atitudes acertadas é que evitaremos ações contra a própria vida.”

Campinas

Todas as turmas do polo de Amparo, do Espro Campinas, desenvolveram ações para promover a conscientização sobre a importância da prevenção ao suicídio, na primeira semana de setembro.

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Os adolescentes e jovens foram divididos em equipes, de acordo com as habilidades e áreas de interesse. Assim, diversas atividades foram desenvolvidas, como, por exemplo, a entrega de laços amarelos à comunidade local, com explicação da campanha em frente ao polo.

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Entrega de laços e apresentação da campanha à comunidade

Os adolescentes e jovens também participaram de um cine-debate sobre o filme “Orações para Bobby”, incluindo uma roda de conversa com as psicólogas Maria Helena Vido, Olga Monteiro Vieira e Camila Marchi Casalini Sigolo, membros da comissão antissuicídio do Município de Amparo.

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Curitiba

No dia 13 de setembro, uma palestra, ministrada pela Dra. Sarah Santen von Biveniczkö, médica da Secretaria Municipal de Saúde da Fazenda Rio Grande, contou com a participação de 95 familiares de adolescentes e jovens. O objetivo foi promover reflexão sobre os aspectos da depressão e como se relacionam com o suicídio, diminuindo estereótipos e preconceitos, além de orientar sobre como lidar com a situação.

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Na última semana de setembro, também foi realizada a segunda edição do Workshop “Ele tem depressão?”, organizado pelo instrutor Rodrigo Fricate Morales, com dados importantes e esclarecimento de diversas dúvidas dos participantes. Mais de 100 aprendizes com interesse e sensibilidade temática participaram deste evento.

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“Analisando esse cenário é necessário que os jovens recebam informações verídicas sobre a doença, para saberem o que podem ou não fazer para ajudar pessoas com depressão, assim se tornarem multiplicadores de ideias reais e cientificamente fundamentadas sobre o assunto", afirmou Rodrigo.

"Sou muito grata por vocês se preocuparem e transmitirem conhecimentos como este a nós jovens", destaca a Jovem Aprendiz Renata Totoski. E a jovem Elisa Hofman revela que “com o aumento da conscientização das pessoas, tanto as que sofrem com a depressão, quanto as que convivem com alguém nesta condição, menos pessoas serão afetadas e muitas poderão melhorar a saúde mental e qualidade de vida.

Os jovens da turma 7734 também produziram diversos cartazes, e uma linda árvore com mensagens motivacionais, para espalhar em algumas salas e na recepção da filial.

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Rio de Janeiro

A Filial e os polos do Espro no Rio de Janeiro foram envolvidos neste projeto. O prédio foi todo ornamentado com girassóis e mensagens de apoio. Os girassóis foram escolhidos pelo que representam, já que, em dias nublados, se viram uns para os outros buscando energia em cada um. A natureza nos ensina, se não temos o sol todos os dias, temos uns aos outros.

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Psicólogos, com vasta experiência na área, palestraram oferecendo informações importantes sobre a prevenção ao suicídio, apresentando dados atualizados sobre o cenário no Brasil e no mundo e ressaltando onde procurar ajuda, quais os sintomas, como agir etc.

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A jovem Natalia Simões, do polo de Vitória, conta que entendeu os níveis de depressão e as causas do suicídio: “gostei muito da palestra e acredito que seja um assunto importante e relevante, que deve ser discutido sempre”. Natalia ainda destaca como é importante entender que “o suicídio não é uma forma de chamar a atenção, mas sim um pedido de socorro”.

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A instrutora Viviane Almeida acompanhou as ações no polo de Barra Mansa e afirma como “abordar o tema é mostrar que existem outras formas para eliminar dores insuportáveis; são várias ferramentas, mas poucos fazem uso, seja por preconceito e por falta de informação”. E, no polo de Caxias, adolescentes e jovens criaram um vídeo sobre o Setembro Amarelo, assista:

As ações foram finalizadas com um jogo, no qual os participantes retiram uma carta e tentam encontrar soluções para a pergunta apresentada. O jogo “Troca Comigo” é resultado das ações realizadas por toda a Filial, elaborado pelos adolescentes e jovens do FMT, com ajuda do instrutor Wallace.

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Foi uma ótima oportunidade para trabalhar situações do dia a dia, gerando entrosamento e empatia e está disponível para todas as turmas. Se alguma Filial tiver interesse, basta entrar em contato com o setor de Educação da Filial Rio de Janeiro.

A intenção da ação foi destacar os cuidados que devemos ter com a saúde mental. Promovemos conhecimento e reflexão crítica para propagar o cuidado e a empatia.

 

São Paulo

Dando sequência a ação criada em 2017, foi realizada a Semana do Setembro Amarelo nos polos da capital de São Paulo, para todos os adolescentes e jovens, entre os dias 17 e 21 de setembro. As turmas foram divididas para acompanhar as palestras, que tiveram duração média de duas horas. O evento foi conduzido por Camila Caroline Silva de Jesus, Camila Martins Batista e Kely Domingas dos Santos, psicólogas do Espro.

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No início de cada palestra, os “participantes corajosos” foram convidados a subir ao palco, o que deu sequência à reflexão inicial: é preciso ter coragem para amar a si mesmo e para ajudar quem precisa. E, em uma das atividades, os adolescentes e jovens foram instruídos a escrever “tudo o que machuca” em um pedaço de papel (para descartar em uma urna que representava uma fogueira) e, depois, “tudo o que é bom” em pequenas lousas montadas no palco.

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Durante as palestras, alguns adolescentes e jovens fizeram apresentações artísticas e criativas sobre o tema, com poesia, música, teatro etc. A aprendiz Luana Teixeira Vale coreografou a apresentação de dança, realizada pelo projeto Grow Dance, contando a história de uma menina que estava desistindo da vida, até que outra garota a convidou para um grupo de dança. Como destaca Luana “a vida não é só frustração, tem muitas coisas boas”.

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Thuany Lopes de Oliveira faz parte do Grow Dance e revela sua gratidão em participar do projeto de dança e das atividades do Espro, que mudaram sua vida. “Eu me vi nessa menina, eu sofria sozinha. A psicóloga Camila me ajudou muito e hoje eu sei que a vida é linda. Por mais que tenhamos traumas, dá para superar com a ajuda de amigos maravilhosos, como os que fiz aqui no Espro”, conta Thuany, bastante emocionada.

Os instrutores também estavam presentes e destacam o valor de um evento como este. Jaqueline Firmino da Silva Moraes, do polo Liberdade, reforça que é preciso tocar neste assunto, pois alguns jovens têm amigos que já se suicidaram e as escolas não conversam sobre a situação, “com medo de que provoque novos casos, mas isso não é prevenção”.

Já o instrutor José Mario Garcia Corral, conta que uma das jovens de sua turma o telefonou de madrugada, uma semana antes do evento Setembro Amarelo: “dizendo que estava com um problema muito sério em casa, com tudo atrapalhado e desiludida da vida”. Depois de dar toda a atenção que ela precisava no momento, José Mario encaminhou a jovem para as assistentes sociais e psicólogas, que a ajudaram da melhor maneira possível e, com isso, ela se reanimou e até se apresentou na semana do evento, cantando. “Nós aqui do Espro acolhemos muito bem os adolescentes e jovens, temos um carinho muito especial por eles, e, por isso, eles sentem confiança de nos procurar quando mais precisam”, completa José Mario.

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Para finalizar, a psicóloga Camila Martins Batista conta que “se um evento deste tamanho não tocar os participantes é que alguma coisa de errado aconteceu”, por isso sempre há um aumento da procura dos adolescentes e jovens por ajuda, de setembro até o fim do ano, mas o atendimento e atenção a eles são oferecidos durante todo o ano.

Informação e Conscientização são importantes!

Em todos os eventos promovidos pelo Espro em setembro, é notório o envolvimento dos jovens, que, na maioria dos casos, desconhecia todo o mal que a tristeza e depressão podem causar.

Essa falta de informação revela a grande necessidade de levantar a discussão sobre depressão e suicídio, o que reafirma a importância de cada uma das ações desenvolvidas. O Espro se orgulha de todo o esforço de seus colaboradores e voluntários em prol dos adolescentes e jovens.

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