Jovens aprendizes em situação de alta vulnerabilidade social enfrentam dificuldades na efetivação e buscam por recolocação, aponta estudo 

Pesquisa de empregabilidade, feita com base no Índice de Vulnerabilidade do Espro (IVE), revela o grau de vulnerabilidade dos jovens atendidos pela entidade no mercado

O Espro apresenta sua Pesquisa Anual de Empregabilidade, levantamento realizado com objetivo de identificar a taxa de efetivação dos jovens que passaram pelos programas de Formação do Mundo do Trabalho (FMT) e/ou Jovem Aprendiz da entidade. Nesta edição, 59% dos ex-aprendizes do Espro, com idade entre 17 e 24 anos, estão ocupados, sendo 52% empregados na CLT, 6% na informalidade e 1% no funcionalismo público. Entre os 41% de jovens que não estão trabalhando, 96% procuram recolocação.

Quando é feito o recorte dos dados em relação ao grau de vulnerabilidade, os índices de efetivação dos jovens aprendizes são discrepantes. Pouco mais da metade dos jovens em situação de alta vulnerabilidade, 52% foram efetivados em 2021. Para aqueles que estão em média e baixa vulnerabilidade, os índices foram de 60% e 78%, respectivamente.

A taxa de desemprego daqueles que estão em situação de alta vulnerabilidade é de 48%, mais que o dobro se comparada àqueles em baixa vulnerabilidade, de 22%. A diferença também é considerável na empregabilidade formal. Enquanto 43% dos jovens em situação de alta vulnerabilidade social estão empregados formalmente, esse número chega a 72% para aqueles em baixa vulnerabilidade.

Para o superintendente executivo do Espro, Alessandro Saade, o desinteresse das empresas em investir e efetivar o aprendiz após o término do contrato de aprendizagem previsto em lei, corrobora com a desigualdade e o elevado índice de desemprego dos jovens.

“Só no banco de talentos do Espro, existem 500 mil jovens esperando sua primeira chance no mercado de trabalho. Porém, com a crise econômica, social e sanitária gerada pela pandemia, as empresas ficaram mais resistentes em contratar jovens aprendizes. Vale destacar que são mais de quatro milhões de jovens beneficiados com o primeiro emprego em seus 20 anos de existência, o que equivale a quatro milhões de famílias que tiveram uma nova perspectiva de vida por meio de seus jovens. Acredito que a melhor maneira de conscientizar as empresas é mostrar como elas contribuem de maneira significativa para a vida destes jovens e suas famílias e, consequentemente, para a sociedade, ao dar a oportunidade”.

Motivos 

Na pesquisa, os jovens foram questionados sobre os motivos para estarem desempregados. Não ter a experiência solicitada pelos recrutadores foi   considerado o maior deles, com 38%; perderam o emprego durante a pandemia e não conseguiram se realocar, 20%; acreditam que existam pessoas mais qualificadas no mercado, 18%; não encontram vagas, 14%; o horário de estudo conflitante com o horário da vaga, 11%; e as vagas ficam longe de casa, 10%.

IVE

O Índice de Vulnerabilidade Espro é um padrão inédito de critérios para aferir a vulnerabilidade social de adolescentes e jovens brasileiros. Foram definidos nove critérios-base para sua criação: orientação de gênero, raça, orientação sexual, renda familiar, escolaridade da mãe e/ou responsável, fonte de renda, beneficiário de políticas públicas, rede de ensino e condições do domicílio.

O IVE tem como objetivo identificar quais jovens necessitam da ação da entidade com mais urgência, além de aferir os impactos da associação filantrópica na vida dos aprendizes sob sua responsabilidade, em termos de melhorias de suas condições socioeconômicas.

Na Pesquisa de Empregabilidade 2022, foi possível constatar que a maioria dos jovens que responderam são mulheres (73%), negras  (57%), dividem a casa com mais duas pessoas (26%) e têm renda familiar de até 2 salários mínimos (61%).

Espro em parceria com a LEROY MERLIN, leva projeto de formação profissional até o bairro da Brasilândia, em São Paulo

O Espro, associação filantrópica que há mais de 40 anos ajuda a inserir  adolescentes e jovens no mundo do trabalho, inicia um novo projeto de formação profissional em parceria com a LEROY MERLIN, uma das maiores redes de varejo do Brasil focada em melhorias para o lar. A iniciativa tem como objetivo capacitar jovens em situação de vulnerabilidade social, de 17 a 22 anos de idade, residentes no bairro da Brasilândia. 

O projeto tem foco em conteúdos específicos sobre o  segmento do varejo, com o desenvolvimento de soft skills, como inteligência emocional, comunicação eficaz, resolução de problemas, resiliência, empatia e colaboração. Também serão trabalhados questões como o empreendedorismo pela orientação à formalização de negócios por meio da abertura de MEI (microempreendedor individual). 

A capacitação é realizada com os jovens por meio de um curso gratuito do Projeto Formar. Serão aulas em formato híbrido, com 120 horas de ensino a distância e 32 horas presenciais, totalizando 152 horas de conteúdo. A primeira turma começou as atividades no dia 1º de junho, com a participação de 30 jovens. 

Para os treinamentos em formato EAD, são disponibilizados tablets com chips e plano de internet, viabilizando o acesso digital e estimulando a permanência de todos os alunos no curso. As aulas e o acompanhamento social dos alunos são realizados pelo Espro.

No Módulo de Atividades Práticas, os jovens terão 32 horas de imersão diretamente na unidade da LEROY MERLIN localizada na Marginal Tietê, onde vão aprender sobre a estrutura, cultura organizacional da empresa, mercado do varejo e o funcionamento da loja no dia a dia. 

"A loja do Tietê é a nossa maior loja e a escolhemos com a finalidade de oferecer empregabilidade para a população do entorno, como é o caso da Brasilândia. Acreditamos que a educação muda a vida das pessoas e é nossa obrigação oferecer essa oportunidade. Queremos que este projeto com o Espro seja apenas o primeiro”, conta Andressa Borba, diretora de Desenvolvimento Sustentável da LEROY MERLIN.

Os alunos também terão conversas e vivências com colaboradores de diversos setores, proporcionando engajamento direto das equipes da loja na iniciativa e integrando-os à formação dos jovens participantes. As famílias dos adolescentes e jovens também possuem oportunidade de atendimento por meio de oficinas de geração de renda e encontros de fortalecimento de vínculos familiares. 

União entre responsabilidade e compromisso social

Ao final de cada turma, a expectativa é ampliar a empregabilidade dos jovens na região, fortalecer o vínculo familiar e comunitário e que após concluírem o curso, sejam encaminhados para participação de processo seletivo nas unidades da LEROY MERLIN.

“Segundo o Mapa de Desigualdade da Rede Nossa São Paulo, entre os 96 distritos da cidade de São Paulo, a Brasilândia aparece entre os 10 piores, levando em consideração critérios como trabalho e renda, habitação, educação, saúde, direitos humanos e mobilidade. A parceria com a LEROY MERLIN busca melhorar a qualificação profissional de seus moradores e, consequentemente, a qualidade de vida no bairro”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro.

Clique aqui e assista o vídeo para saber mais sobre o projeto.

Projeto Mentalizar

Projeto Mentalizar

O Projeto Mentalizar nasceu com o objetivo de promover palestras em ambiente escolar e através de redes sociais levando informações pertinentes aos jovens de 14 a 24 anos que querem conquistar o seu espaço no mercado de trabalho com seus direitos assegurados pela Lei da Aprendizagem.

O Projeto Mentalizar originou-se do conteúdo técnico “Direitos Humanos, Planos nacionais de direitos humanos” trabalhado com a turma 12687. Foi estimulado pela instrutora Roberta Marçal que os jovens criassem um projeto social para adolescentes e jovens que se encontram em situações de vulnerabilidade social e econômica a conhecerem seus direitos e compreender a importância de ser cidadão de direitos e deveres, contribuindo na construção de saberes sociopolítico, econômico, cultural, educacional e profissional.

O Projeto se propõe a promover palestras em ambiente escolar e através das redes sociais levar informações pertinentes aos jovens entre 14 e 24 anos sobre o Programa de Aprendizagem do Espro para os jovens do Ensino Fundamental e Médio de escolas adjacentes à instituição no Rio de Janeiro.

A Palestra tem duração de uma hora onde os jovens aprendizes apresentam a Instituição Espro. Dinamizamos com jogo de perguntas e respostas sobre a Lei da Aprendizagem, ECA e o Estatuto da Juventude. Nas redes sociais como Instagram, informamos como fazer inscrição no site do Espro e quais cursos eles podem fazer para conquistar uma vaga no mercado de trabalho.

Depoimento da Idealizadora do Projeto:

 "Me chamo Yasmim Souza e a ideia de criar e participar do PSM (Projeto Socializar Mentalizar), surgiu através da aula com a instrutora Roberta Marçal, no Espro, o assunto era sobre Direitos Humanos. Foi então me propus a fazer um projeto que falasse sobre nossos direitos defendido pela Lei da Aprendizagem. Apresentei esse projeto para a instrutora e junto com mais 7 colegas de classe criamos o PSM que tem o objetivo de conscientizar adolescentes e jovens de todas as classes sociais sobre a importância de conhecer e defender seus direitos e compromissos na construção de seu futuro como Jovem Aprendiz.

Com isso, consegui fazer com que através de uma iniciativa o PSM ganhasse força, sendo assim tivemos a oportunidade de apresentar o projeto na Escola Municipal Rivadávia Corrêa no Centro do Rio de Janeiro, e foi uma experiência única ao me ver em duas posições, a primeira de levar o conhecimento para adolescentes como eu que anteriormente não sabia nada relacionado ao assunto e a outra de contribuir para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Como já dizia Clarice Lispector “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.”

Dia Internacional da Mulher no Espro

Dia Internacional da Mulher no Espro

Garotas empoderadas? Sim, nós temos!

Por isso, no mês das mulheres a gente não poderia deixar de falar e conscientizar sobre o combate a toda e qualquer forma de violência contra as mulheres.

“Seguir e Resistir. Prevenção às diversas formas de violência contra a mulher”, foi o tema da live realizada em 14 de março, pelo canal do Espro no Youtube, com retransmissão nos dias 15,16, 17 e 18, com a participação de mais de 15 mil aprendizes.

Muito mais que conscientizar sobre a prevenção da violência contra a mulher, os encontros foram uma importante fonte de informação sobre atendimento para mulheres vítimas de violência.

No bate-papo, mediado por Mayara Lamberti e a nossa convida a advogada especialista em direito das mulheres Ana Amorim, trouxe uma importante reflexão sobre o que é violência e os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, uma importante informação que vale a pena ser compartilhada:

Na Lei Maria da Penha, estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher, confira cada uma delas:

Violência física: qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher. Espancamento; atirar objetos; sacudir e apertar os braços; estrangulamento ou sufocamento; lesões com objetos cortantes ou perfurantes; ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo; tortura.

Violência psicológica: qualquer conduta que provoque dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Manipulação: controle; supervisão constante; constrangimento; humilhação; chantagem; limitação do direito de ir e vir; ridicularização; tirar a liberdade de crença; distorcer e omitir fatos para deixar a mulher em dúvida sobre a sua memória e sanidade (gaslighting)

Violência sexual: conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força. Estupro; impedimento de utilizar métodos contraceptivos; forçar matrimônio; gravidez ou prostituição por meio de coação; chantagem; suborno ou manipulação.

Violência patrimonial: qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. Controlar o dinheiro; deixar de pagar pensão alimentícia; estelionato; privar de bens, valores ou recursos econômicos; causar danos propositais a objetos da mulher ou dos quais ela goste.

Violência moral: conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. Acusar a mulher de traição; emitir juízos morais sobre a conduta; fazer críticas mentirosas; expor a vida íntima; rebaixar a mulher por meio de xingamentos que incidem sobre a sua índole; desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir.

Em caso de qualquer tipo de violência, é importante buscar ajuda na rede de apoio formada por Delegacias da mulher, UBS, CAPS, CRAS e CREAS, Casa Lar ou ligue para 180, Central de Atendimento à Mulher.

 

 

Espro em parceria com Vivo Empresas, distribui chips de celular com internet a milhares de jovens brasileiros

Desde setembro, aprendizes de todo o país vem recebendo de graça unidades com 20GB de internet, acesso a redes sociais, aplicativos de comunicação e de aprendizagem; maioria dos beneficiados está em situação de vulnerabilidade social  

Uma iniciativa do Espro (Ensino Social Profissionalizante) em parceria com a Vivo Empresas vem ajudando a conectar milhares de adolescentes e jovens aprendizes de todo o país. Chamado de Conect, o projeto prevê a distribuição gratuita de chips com internet para aprendizes da instituição. Cerca de 15 mil jovens devem ser beneficiados em um ano, sendo 2 mil já distribuídos durante o segundo semestre do ano passado.

“A maioria dos participantes do programa está em situação de vulnerabilidade social”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro. “Cerca de 60% dos atendidos em nossos programas de aprendizagem têm algum nível de vulnerabilidade social. Com esta iniciativa inovadora, vamos promover a inclusão digital dos jovens brasileiros, em especial os de baixa renda, pois sabemos que a tecnologia é uma das ferramentas mais importantes a favor do conhecimento, do trabalho do futuro e do crescimento do país”, afirma Saade.

Acesso à internet

Saade ressalta que a iniciativa também permite momentos de lazer aos jovens, como assistir a séries e navegar nas redes sociais. De acordo com a Pesquisa Espro Jovem Covid-19, o maior levantamento do país sobre a influência da pandemia entre os jovens brasileiros, a maioria deles assiste a séries como principal fonte de entretenimento.

A rede social preferida dessa parcela da população é o Instagram: 94% deles possuem e 75% são ativos. Depois vêm Facebook (79% possuem / 30% são ativos), Tik Tok (49% / 21%) e Twitter (48% / 20%).

Os jovens aprendizes atendidos pelo Espro estão em áreas predominantemente urbanas e, segundo o levantamento, 96% desse público têm smartphones.

Parceria

A ação foi viabilizada por meio de uma parceria com a Vivo Empresas. A companhia está disponibilizando os chips para o programa com condições especiais visando os benefícios sociais da inclusão digital na formação de jovens para o mundo do trabalho.

“Como empresa de tecnologia, somos provedores de serviços essenciais para a inclusão digital de jovens em situação de vulnerabilidade social. Quando este projeto foi internalizado, nos pautamos no nosso propósito de Digitalizar para Aproximar e fizemos questão de viabilizá-lo por entender seu grande impacto social”, explica o diretor de vendas Fabio Balladi.

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Espro ingressa no Fórum Empresas com Refugiados e amplia atuação no combate às desigualdades sociais

Cada vez mais o Brasil tem sido o destino de refugiados em busca de proteção devido às guerras, fome, desastres ambientais ou perseguições raciais, políticas ou religiosas em seus países.

De acordo com o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE),  de 2016 a janeiro de 2022, mais de 53 mil refugiados de diferentes nacionalidades foram reconhecidos no território brasileiro, deste número, quase a metade (23.438) são jovens com idade entre 12 e 29 anos e vindos, em grande maioria, da Venezuela, Síria e República do Congo.

Para muitas famílias refugiadas, o momento de adaptação exige a busca de emprego e autonomia financeira, além do enfrentamento das barreiras linguísticas e de preconceitos.

No esforço de transformar este cenário de tamanha vulnerabilidade, o Espro ingressou como organização participante no Fórum Empresas com Refugiados com o propósito de promover a capacitação profissional, transformação social e inclusão no mundo do trabalho dos adolescentes e jovens refugiados.

O Fórum Empresas com Refugiados é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Rede Brasil do Pacto Global, formado por empresas e outros tipos de organizações não empresariais e visa promover a troca de experiências entre empresas, ações de capacitação para a contratação de pessoas refugiadas e compartilhamento de boas práticas na inclusão dessas pessoas refugiadas nos ambientes de trabalho.

É por meio da capacitação profissional e inclusão no mundo do trabalho, que o Espro há mais de 4 décadas, vem transformando a realidade de adolescentes e jovens vulneráveis de todo o Brasil e a partir do ingresso no Fórum Empresas com Refugiados, amplia, ainda mais, o impacto no combate às desigualdades enfrentadas pelos jovens, não só dos brasileiros, mas também dos refugiados em nosso território.

Pesquisa revela que jovens de baixa renda são mais requisitados para voltar ao trabalho presencial

A mais recente etapa da Pesquisa Jovem Covid-19, o maior levantamento do país sobre a influência da pandemia na vida pessoal e profissional dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos, revela que 52% deles já estão trabalhando presencialmente. E quanto menor é a renda familiar, maior é a chance de essa parcela da população ter que sair de casa para trabalhar.  

A Pesquisa Jovem Covid-19, realizada pelo Espro (Ensino Social Profissionalizante), já colheu 18.855 entrevistas desde abril de 2020, com respostas de 18 Estados, mais o Distrito Federal. Nesta etapa, a sétima onda do levantamento, foram ouvidas 1.463 pessoas entre junho e julho.

De acordo com a pesquisa, o percentual de entrevistados que está em regime de trabalho presencial atingiu pico no país: 52%, ante 46% da etapa anterior (abril/21). Esse percentual era de apenas 11% no início da pandemia (abril/20).

“Desde o início da pandemia as empresas passaram a buscar formas de retornar às suas atividades. O avanço da vacinação e a retomada gradual da economia estão devolvendo o jovem aos espaços físicos das empresas”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro. “Com a tendência de crescimento desse percentual, é preciso pensar na segurança desse público no retorno às atividades.”

A pesquisa mostra a forte influência da renda familiar no trabalho presencial dos adolescentes e jovens: quanto menor a renda familiar, maior a probabilidade de o jovem ser requisitado a trabalhar presencialmente.

Na faixa de até 1 salário mínimo, o percentual de entrevistados que atualmente vai fisicamente ao trabalho é de 56%. A porcentagem vai caindo na medida em que a renda familiar sobe: 55% (de 1 a 2 SM), 52% (2 a 3 SM), 45% (3 a 4 SM) e 39% (de 4 a 5 SM). Acima de 5 SM, o percentual é de 40%.

No home-office, o inverso é verdadeiro: apenas 18% dos jovens com famílias que recebem até 1 salário mínimo trabalham de casa, enquanto 42% deles fazem home-office em famílias com renda acima de 5 SM. São Paulo é o Estado com maior número de jovens que fazem home-office (29%), ante 15% de Minas Gerais e 16% de Pernambuco.

Quem é chamado primeiro?

A pesquisa mostra que, no geral, o número de jovens que fazem home office sofreu variação mínima em relação à última etapa da pesquisa: 23% nesta edição, ante 22% de abril de 2021. Saade explica que o aumento no trabalho presencial ocorre porque as empresas estão chamando, neste momento, jovens que estavam em casa recebendo sem exercer atividades (o percentual desse grupo caiu de 8% para 3% no período).

“Ou seja, as empresas começaram a chamar, para o trabalho presencial, um contingente imediato de jovens disponíveis. Aqueles já adaptados ao home-office estão sendo menos afetados neste primeiro momento. Mas a curva de crescimento mostra que eles também serão”, diz Saade.

Isolamento e medos

De acordo com a pesquisa, 11% dos entrevistados saem de casa sempre que necessário, independentemente de ser algo essencial - 5 pontos percentuais acima da etapa anterior (6%), mas bem abaixo do pico, em novembro de 2020, quando um em cada quatro (24%) saía de casa mesmo para algo não essencial.

O estudo mostra, ainda, que a saúde continua sendo mais importante do que a economia para os adolescentes e jovens: 95% dizem que têm preocupação muito alta ou alta de que amigos ou familiares peguem a doença; 89% têm medo de ficar doente; 89% temem os impactos na economia do país; e 88% temem perder o emprego ou a fonte de renda.

Ainda de acordo com o levantamento, 94% dos entrevistados dizem estar “mais pensativos do que o normal” e 90%, “mais ansiosos”. Eles também mostram estar bem conscientes dos riscos da doença ao adotar práticas de prevenção: 98% dizem usar máscara, 97% usam álcool em gel e 93% lavam as mãos frequentemente. 

Metodologia

A Pesquisa Jovem Covid-19 tem como objetivo mapear o comportamento de adolescentes e jovens brasileiros frente à pandemia, transformando-se em uma poderosa ferramenta do Espro no aprimoramento de suas políticas de capacitação e inserção dessa parcela da população no mundo do trabalho.

Para isso, a pesquisa mede, desde o início da pandemia, os diferentes aspectos da vida dos adolescentes e jovens brasileiros entre 15 e 24 anos. Entre os temas abordados estão informações e preocupações com a Covid-19, medidas de proteção utilizadas, bem-estar, emprego, comportamento familiar e estudos. 

Até agora, já foram colhidas 18.855 entrevistas, com respostas de 18 Estados, mais o Distrito Federal. A pesquisa é dividida em etapas, totalizando até o momento sete: abril/20, maio/20, julho/20, agosto/20, novembro/20, abril/21 e julho/21.

A pesquisa, composta por questionário com 25 perguntas, é feita via formulário com adolescentes e jovens ativos de programas do Espro. O índice de confiabilidade da Pesquisa Jovem Covid-19 é de 99%, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

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Deu match! Bancos de dados inteligentes ajudam jovens a encontrar o primeiro emprego

A tecnologia revolucionou o recrutamento e está ajudando jovens brasileiros, inclusive os de baixa renda, a encontrarem o seu primeiro emprego. E um dos principais motivos são os bancos de dados inteligentes, ferramentas que tornam o processo de triagem mais assertivo e ágil.

Um banco de dados inteligente não só armazena e localiza informações, mas é capaz de relacionar os dados a partir de regras preestabelecidas. No recrutamento, a ferramenta é capaz de fazer o “match” entre o candidato e a empresa de acordo com os pré-requisitos da vaga.

O Espro (Ensino Social Profissionalizante), instituição sem fins lucrativos que encaminha jovens em situação de vulnerabilidade social para o mundo do trabalho, utiliza essa tecnologia. A adoção da nova plataforma agilizou o processo interno de seleção e encaminhamento de aprendizes às empresas, explica Alessandro Saade, superintendente executivo da entidade.

“Um processo que demorava 30 dias agora pode ser feito em uma semana ou menos”, afirma Saade. “E o ganho de tempo vem com ganho de assertividade: o candidato será efetivamente o que se encaixará melhor de acordo com o que a empresa busca.”

“Como o Espro tem atuação nacional, cada empresa parceira atua numa região, tem um perfil organizacional e cada vaga tem uma característica diferente. O sistema permite localizar os candidatos a partir de características profissionais, pessoais e socioeconômicas de forma muito mais efetiva. Por isso optamos pela utilização de inovação aberta para a nossa transformação digital”, declara Saade.

Por exemplo, se uma empresa tem como foco um jovem entre 20 e 24 anos, que mora em determinada região, tem habilidade em atendimento ao público e é portador de deficiência, o sistema já seleciona os melhores rankeados, pulando fases da seleção e eliminando o trabalho mecânico de recrutadores.

Como funciona?

Denise Asnis, sócia fundadora da TAQE, plataforma de recrutamento online parceira na transformação digital do Espro, conta que a agilização do recrutamento começa com o preenchimento de dados por parte dos jovens. “O que antes era um maçante caminho por formulários agora transforma-se em um dinâmico processo que conta com ferramentas de gamificação, aulas sobre o tema e testes de conhecimento”, afirma a executiva da TAQE, que oferece um aplicativo de empregos que capacita e recomenda jovens para o mercado de trabalho.

“Tudo isso gera, para o banco de dados, o que chamamos de identidade profissional, que não é um currículo com experiência e contatos, mas sim um perfil profissional, pessoal e emocional com conhecimentos, habilidades, interesses e motivações dos candidatos”, explica Denise.

Quando uma empresa abre uma vaga, ela monta um perfil ideal e dá pesos diferentes para cada característica dos candidatos. O banco de dados inteligente, com esse compêndio de informações, consegue identificar aqueles que mais estão próximos do 100%.

“Não importa se uma empresa quiser dar mais foco para candidatas mulheres, para pessoas que moram em uma região, para jovens com renda de até um salário mínimo ou tudo isso junto. O sistema faz o ‘match’ instantâneo e já sugere, para entrevistas, os candidatos mais ideais”, afirma Denise.

“Em um país onde a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos é de 31%, bem acima da média nacional, de 14,7%, ferramentas como essas realmente vêm fazendo a diferença no mundo do trabalho”, afirma Saade. Os dados são da taxa de desemprego no Brasil no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

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De Olho no Futuro: importante ferramenta de aprendizagem

A gente sabe que o jovem de hoje é o profissional do amanhã e para dar aquele impulso na escolha de carreira nada melhor do que inspirar com exemplos e trajetórias de profissionais com experiência no mundo do trabalho. Essa é a proposta do projeto De Olho no Futuro, que em sua 12ª edição, chegou em uma versão totalmente online, integrando mais de 10 mil adolescentes e jovens que fazem parte do Programa de Socioaprendizagem do Espro em todo o Brasil, além da participação do público externo.

Na semana de 12 a 16 de julho, ocorreram quase 48 palestras num formato interativo com a participação de um time de profissionais de diversas áreas e segmentos do mercado, como publicitários, jornalistas, engenheiros, administradores, recursos humanos, professores e muito mais.

As conversas, com foco na carreira de cada um desses profissionais, guiaram bate-papos que foi além da formação acadêmica, mas especialmente na troca de experiências sobre os desafios enfrentados e conquistas vivenciadas ao longo da trajetória profissional.

Por isso, o projeto De Olho no Futuro se consolida, mais uma vez, como como uma importante ferramenta de aprendizagem. Foram mais de 23 mil participantes inscritos que vivenciaram uma oportunidade de compreender melhor a trilha de desenvolvimento e as etapas fundamentais para o alcance do sucesso profissional.

 

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Medo de contrair Covid-19 e de morrer atinge pico entre jovens desde o início da pandemia, aponta pesquisa

O adolescente e o jovem brasileiros vivem o pior momento da pandemia até agora. Eles nunca tiveram tanto medo de morrer ou de contrair Covid-19, e chegam aos mais altos níveis de preocupação e de tristeza desde que as medidas de isolamento social tiveram início.

É o que aponta a sexta etapa da Pesquisa Jovem Covid-19, o maior levantamento sobre a influência da pandemia na vida pessoal e profissional de brasileiros entre 15 e 24 anos. Realizado pelo ESpro, o estudo teve início em abril de 2020 e já colheu 17.422 entrevistas, com respostas de 18 Estados, mais o Distrito Federal.

A pesquisa mediu diferentes aspectos da vida dos entrevistados em seis momentos desde o início da pandemia - na etapa mais recente, referente a março deste ano, 3.803 adolescentes e jovens responderam o questionário. Entre os temas abordados estão informações e preocupações com a Covid-19, medidas de proteção utilizadas, bem-estar, emprego, comportamento familiar e estudos. Do total, 14% dos jovens são menores de idade e 47% possuem renda de até dois salários mínimos.

De acordo com a pesquisa, 89% dos entrevistados alegaram ter preocupação alta ou muito alta de ficar doente - em abril de 2020, esse percentual era de 82%. O temor em relação a amigos e parentes contraírem Covid-19 é ainda maior: 96% em março, ante 92% do início da pandemia.

O medo de morrer também tem sido um tormento cada vez maior para o jovem brasileiro: 8 em cada 10 (79%) dizem que sentem essa preocupação, outro pico desde a primeira fase da pesquisa, quando o percentual era de 70%. Em relação à morte de familiares, o temor atinge 95% dos entrevistados (ante 90% em abril de 2020).

Caindo na real

“O levantamento mostra de forma clara que o adolescente e o jovem brasileiros finalmente entenderam que a Covid-19 é uma doença extremamente contagiosa”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro.

Outro dado que mostra essa realidade refere-se às medidas de isolamento. O número de jovens que diziam sair de casa mesmo para fazer coisas não essenciais despencou de 24% na etapa anterior da pesquisa (novembro/20) para 6% em março/21. O índice dos que alegavam não tomar nenhuma medida de isolamento caiu de 7% para 1% no período.

“Esses cuidados redobrados podem ser vistos também dentro da casa dos jovens. Se em novembro 39% deles disseram que não recebiam visitas em casa como medida de prevenção, em março esse percentual saltou para 57%”, afirma Saade.

O estudo revela, ainda, que os sentimentos/atitudes de “mais cuidadoso do que o normal” (81%), “mais preocupado” (79%) e “mais triste” (75%) alcançaram o maior nível entre as seis fases da pesquisa. O sentimento/atitude “mais pensativo” aparece em primeiro lugar (94%), seguido de “mais ansioso” (90%).

Renda afeta home office e desemprego

“O levantamento também mostra que a renda familiar tem relação direta sobre a necessidade de o jovem ter que ir até a empresa para trabalhar durante a pandemia. Quanto maior a renda, maior é o índice de adolescentes e jovens que podem fazer home office”, afirma Saade.

De acordo com a pesquisa, 22% dos entrevistados, em média, fazem home office integral. Na faixa de renda familiar de até um salário mínimo, esse percentual cai para 16%. Para acima de cinco salários mínimos, o índice é de 39%. São Paulo é o Estado com mais entrevistados em home office integral (28%), ante 11% de Pernambuco.

Outro dado da pesquisa é que a faixa de renda familiar relaciona-se diretamente ao maior risco de perda de emprego e/ou de renda do jovem e de algum parente. Por exemplo, dos entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, 12% perderam renda e 9%, o emprego. Para as famílias que ganham acima de cinco salários mínimos, os percentuais são de 2% e 3%, respectivamente.

O mesmo se vê em relação às pessoas que moram com o entrevistado. Para aqueles com renda abaixo de 1SM, 32% alegaram que alguém da sua casa perdeu renda e 31%, o emprego. Na outra ponta, quem ganha mais de 5SM teve índices de 19% e 9%, respectivamente.

 

 

 

 

 

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