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Periférico lota teatro do SESI, em São Paulo
18 de dezembro de 2009
Cenas do Periférico – Da Periferia ao Centro
 
Um espetáculo de cores, música, dança e enredo moderno. Uma produção caprichada, com direito a banda ao vivo e profissionais experientes na produção. No palco, jovens protagonistas com talentos diferenciados convocando a platéia lotada a aplaudi-los de pé.

Esse foi o resultado do espetáculo Periférico – Da Periferia ao Centro, apresentado nesta quarta-feira (16/12) no Teatro do SESI, em São Paulo. Em duas sessões, a montagem reuniu 760 pessoas, atingindo capacidade máxima do local.
 
Cenas do Periférico – Da Periferia ao Centro 
 
Periférico contou a história de um turista estrangeiro que, literalmente, cai de paraquedas na periferia de uma grande cidade. No caminho para chegar ao seu destino, o centro, encontra diversos personagens e situações cotidianas.

Traçando paralelo com o processo pelo qual passamos para chegar ao centro de nós mesmos, o espetáculo mostrou as escolhas que devemos fazer. “Periférico significa um caminho, um percurso. Significa estar à margem da cultura, do trabalho, do prazer e caminhar para o centro dele”, explica o diretor Marcelo Klabin, responsável pela montagem do espetáculo.
 
Cenas do Periférico – Da Periferia ao Centro 
 
Para embalar o enredo, a trilha sonora foi cuidadosamente escolhida. A música “Raperiferia” – de autoria do maestro Daniel Tauszig e do diretor Marcelo Klabin – foi criada especialmente para a ocasião. Além disso, clássicos e hits da MPB, como “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa), “Comida” (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto) e “Jack Soul Brasileiro” (Lenine) ajudaram a conduzir artistas e público pela história.

Jovens se revezaram no palco dançando, cantando e interpretando. Outros 11 integraram a orquestra de violões, formada por experientes e iniciantes nas cordas, mas que em grupo mostraram harmonia e domínio da técnica.
 
Cenas do Periférico – Da Periferia ao Centro 
 
"Foi uma grande honra participar do espetáculo. Está é uma oportunidade ótima onde nós todos podemos mostrar nossas habilidades e talentos”, garante Michael Fidelis, aprendiz de empresa financeira.

A tutora do jovem reconhece o empenho. “Fiquei encantada com o trabalho desses jovens...A dedicação e empolgação que se via em cada um deles foi realmente emocionante.Parabéns a todos: a eles pelo empenho e ao Espro que tornou esse projeto um verdadeiro espetáculo”, diz Ana Maria Chendi.

Periférico – Da Periferia ao Centro é resultado do trabalho realizado por jovens das Oficinas de Arte do Espro, projeto que oferece aulas gratuitas de dança, música e interpretação.
 
Cenas do Periférico – Da Periferia ao Centro 
 
Por acreditar que atividades culturais são importantes ferramentas de atuação social, o Espro não mede esforços neste investimento, arcando com todas as despesas. Aos jovens cabe apenas o transporte. O grupo se reúne aos sábados, durante o ano inteiro, na sede da instituição, em São Paulo.

“Para o Espro as oficinas culturais são um investimento muito importante. Nós acreditamos que a educação artística é uma ferramenta eficaz no processo do desenvolvimento integral do ser humano, seja criança, adolescente, jovem ou adulto. Ajuda na construção de competências como espírito de equipe, flexibilidade, foco, expressão corporal e verbal, competências fundamentais na vida pessoal e profissional de cada um. A participação dos jovens, necessária para a realização desta apresentação, contribui tanto para a construção de uma visão realística e crítica do nosso mundo quanto os ajuda a orientar os caminhos que neles podem trilhar e as escolhas que devem tomar”, explica o superintendente do Espro Marinus Jan van der Molen.
 
Cenas do Periférico – Da Periferia ao Centro 
 
 Os primeiros frutos desse trabalho foram colhidos em dezembro de 2008, com a apresentação do espetáculo “Notícias do Brasil”. Este ano o espetáculo conta com 90 participantes, entre jovens da Capacitação Básica para o Trabalho, aprendizes, colaboradores, profissionais (professores e técnicos) e convidados com idades acima de 14 anos.

“Eu tenho orgulho de presidir uma instituição que colabora com desenvolvimento profissional e cultural de diversos jovens. Era meu sonho vê-los brilhando não só nas empresas, mas também nos palcos”, declara o presidente do Espro, F. Octavio de Godoy. 
 


 
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